sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O regime alimentar e a saúde

SAÚDE PLENA NA MEDICINA DE DEUS
O regime alimentar e a saúde


Cada faculdade com a qual o Criador nos dotou deve ser cultivada no mais alto grau de perfeição, a fim de que sejamos capazes de realizar a maior soma de bem que nos seja possível. Por isso que, o tempo dispendido no estabelecimento e preservação da saúde é um tempo bem aproveitado. Não podemos permitir-nos diminuir ou invalidar qualquer função do corpo ou da mente. Tão certamente quanto fizermos isto devemos sofrer as conseqüências.

Todos nós temos a oportunidade, até certo ponto, de tornar-nos tudo quanto escolhemos ser. As bênçãos desta vida, bem como as do estado imortal, estão ao nosso alcance.

Muitos têm permitido que suas faculdades se entorpeçam por falta de uso ou por serem pervertidas por meio de hábitos maus, falta de domínio próprio ou de vigor moral e religioso. Muitos estão sendo desobedientes à lei de Deus e às leis da saúde.

O apetite tem dominado a muitos.  A dissipação, a doença e a morte se seguem. Esta é a história de muitas vidas que poderiam ter sido úteis à causa de Deus e à humanidade.

Uma das mais fortes tentações que o homem tem de enfrentar é em relação ao apetite. No princípio Deus fez o homem reto. Ele foi criado com perfeito equilíbrio mental, sendo plena e harmoniosamente desenvolvidos o tamanho e a força de todos os seus órgãos. Mas pela sedução do astucioso inimigo, a proibição de Deus foi desrespeitada e as leis da Natureza exercitaram sua plena penalidade.

Desde que se rendeu pela primeira vez ao apetite, tem a humanidade aumentado cada vez mais a tolerância para consigo mesma, de maneira que a saúde tem sido sacrificada no altar do apetite.

O crime e a doença têm aumentado com cada geração sucessiva. A intemperança no comer e beber, e a condescendência com as paixões baixas, têm entorpecido as faculdades mais nobres do homem. A razão, em vez de ser dominadora, tornou-se escrava do apetite, numa extensão alarmante. Tem-se condescendido com um crescente desejo de alimento muito substancioso, até que se tornou moda abarrotar o estômago com todas as iguarias possíveis.

A Natureza protestará contra toda transgressão das leis da vida. Ela suporta os abusos até onde pode; mas finalmente vem a retribuição e recai tanto sobre as faculdades físicas como sobre as mentais. Nem finda com o transgressor; os efeitos de sua tolerância são vistos em sua descendência, e o mal se transmite de geração em geração.

Jamais foi desígnio de Deus que a atual condição lamentável existisse; ela existe como resultado da brutal violação das leis da Natureza.

A intemperança no comer e beber têm entorpecido as faculdades mais nobres das pessoas.

Devemos comer para viver, e não viver para comer.

O apetite deve ser mantido em sujeição à vontade; e que a vontade deve ser governada pela razão calma e inteligente.

Alimentos cárneos, manteiga, queijo, rica pastelaria, alimentos temperados e condimentos são usados livremente. Esses artigos fazem sua obra em perturbar o estômago, excitando os nervos e enfraquecendo o intelecto. Os órgãos produtores do sangue não podem converter esses artigos em bom sangue. A gordura cozida com o alimento torna-o de digestão difícil. O efeito do queijo é deletério. O pão feito com a farinha refinada não comunica ao organismo a nutrição necessária. Seu uso comum não conservará o organismo na melhor condição. Os condimentos a princípio irritam as tenras mucosas do estômago, mas finalmente destroem a sensibilidade natural dessa delicada membrana. O sangue torna-se febril, despertam-se as propensões animalescas, enquanto se enfraquecem as faculdades morais e intelectuais, tornando-se servas das paixões baixas.

A mãe e esposa deve cuidar em pôr diante de sua família uma alimentação simples, se bem que nutritiva.

Deus forneceu-nos abundantes meios para a satisfação de um apetite não pervertido. Estendeu diante nós os produtos da terra — bela variedade de alimentos agradáveis ao paladar, e nutritivos para o organismo. Dessas coisas nosso benévolo Pai celeste diz que podemos comer livremente. Frutas, cereais e verduras, preparados de maneira simples, livres de especiarias e gordura animal de qualquer espécie, fazem o mais saudável regime dietético. Comunicam nutrição ao corpo, e dão um poder de resistência e um vigor de intelecto não produzidos por um regime estimulante.

Os que usam alimentos cárneos à vontade, nem sempre têm cérebro desanuviado (límpido) e intelecto ativo, pois que o uso da carne de animais tende a tornar pesado o corpo e a entorpecer as finas sensibilidades do espírito. Não hesitamos em dizer que a carne NÃO é essencial à manutenção da saúde e da força.

Os que dependem grandemente da carne não podem evitar, às vezes, comer a carne que está mais ou menos doente. Em muitos casos, o processo de criar animais para o mercado produz uma condição não salutar. Conservados longe da luz e do ar puro, respirando a atmosfera de estábulos imundos, todo o corpo se torna logo contaminado com a matéria fétida; e, ao ser tal carne absorvida pelo organismo humano, corrompe o sangue e se produz a doença. Se a pessoa já tem sangue impuro, essa condição doentia será grandemente agravada. Mas poucos podem ser levados a crer que foi a carne que eles comeram que lhes envenenou o sangue e trouxe os seus sofrimentos. Muitos morrem de doenças devidas unicamente à ingestão de carne, quando a causa real é remotamente suspeita por eles ou outros. Alguns não sentem imediatamente seus efeitos, mas isto não é prova de que ela não os prejudique. Pode estar seguramente operando no organismo, todavia no presente a vítima talvez não compreenda coisa alguma a esse respeito.

Embora seja um dos artigos mais comuns do regime alimentar, o porco é um dos mais prejudiciais. Deus não proibiu os hebreus de comerem carne de porco apenas para mostrar Sua autoridade, mas porque ele não é um artigo próprio para a alimentação do homem. Deus jamais criou o porco para ser comido sob quaisquer circunstâncias.

Há de o povo que está buscando tornar-se santo, puro, refinado para que possa ser introduzido na sociedade dos anjos celestes, continuar a tirar a vida das criaturas de Deus, e fruir sua carne como uma iguaria? Esta ordem de coisas há de mudar-se, e o povo de Deus exercerá temperança em tudo.

O preparo de alimento apropriado é um dever.

Há uma classe que parece pensar que tudo o que é comido está perdido; que, qualquer coisa lançada no estômago para enchê-lo, fará tanto bem como o alimento preparado com inteligência e cuidado. Mas importa que demos sabor agradável ao alimento que comemos. Se não podemos, e temos que comer maquinalmente, deixamos de receber o alimento apropriado.

Nosso corpo é constituído daquilo que comemos; e, a fim de tornar os tecidos de boa qualidade, devemos usar a espécie de alimento acertada, e esta deve ser preparada da maneira que melhor se adapte às necessidades do organismo.

É dever religioso dos que cozinham, aprenderem como preparar alimento saudável, de maneiras diversas, de forma que ele possa ser ao mesmo tempo gostoso e saudável.

A cozinha pobre está consumindo as energias vitais de milhares. Mais almas se perdem por esta causa do que muitos pensam. Ela perturba o organismo e produz a doença. Nas circunstâncias assim provocadas, as coisas celestiais não podem ser perfeitamente discernidas.

O comer erroneamente destrói a saúde.

O procedimento errado no comer ou beber destrói a saúde e com ela as alegrias da vida. Oh! quantas vezes tem uma boa refeição, como é chamada, sido adquirida a expensas do sono e do repouso tranqüilos! Milhares, por condescenderem com um apetite pervertido, têm dado origem a febre ou outra doença aguda, a qual resultou em morte! Foi esta uma satisfação adquirida por um imenso preço.

O alimento pode ser preparado com simplicidade e ser saudável, mas requer pericia torná-lo saboroso e nutritivo ao mesmo tempo.

É errado comer para satisfazer ao apetite pervertido. Não devemos ser indiferentes com respeito ao nosso alimento. É questão da mais alta importância. Não devemos adotar regime empobrecido.

Muitos se acham debilitados pela doença e precisam de alimento bem preparado e nutritivo.

Nosso corpo precisa ter suficiente nutrimento. O Deus que dá a Seus amados o sono proveu-nos também a alimentação apropriada para manter o nosso sistema físico em condições saudáveis.

Muitos volvem costas à luz e ao conhecimento, e sacrificam o princípio ao paladar. Comem quando o organismo não carece de alimento, e a intervalos irregulares, porque não têm força moral para resistir à inclinação. Em resultado rebela-se o abusado estômago, e seguem-se sofrimentos. A regularidade no comer é muito importante para a saúde do corpo e a tranqüilidade do espírito. Nunca deve um bocado de alimento atravessar os lábios entre as refeições.

Deus lhe abençoe!



FONTE:

Conselhos Sobre Saúde

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