SAÚDE PLENA NA
MEDICINA DE DEUS
O
regime alimentar e a saúde
Cada
faculdade com a qual o Criador nos dotou deve ser cultivada no mais alto grau
de perfeição, a fim de que sejamos capazes de realizar a maior soma de bem que
nos seja possível. Por isso que, o tempo dispendido no estabelecimento e
preservação da saúde é um tempo bem aproveitado. Não podemos permitir-nos
diminuir ou invalidar qualquer função do corpo ou da mente. Tão certamente
quanto fizermos isto devemos sofrer as conseqüências.
Todos
nós temos a oportunidade, até certo ponto, de tornar-nos tudo quanto escolhemos
ser. As bênçãos desta vida, bem como as do estado imortal, estão ao nosso
alcance.
Muitos
têm permitido que suas faculdades se entorpeçam por falta de uso ou por serem
pervertidas por meio de hábitos maus, falta de domínio próprio ou de vigor
moral e religioso. Muitos estão sendo desobedientes à lei de Deus e às leis da
saúde.
O
apetite tem dominado a muitos. A
dissipação, a doença e a morte se seguem. Esta é a história de muitas vidas que
poderiam ter sido úteis à causa de Deus e à humanidade.
Uma
das mais fortes tentações que o homem tem de enfrentar é em relação ao apetite.
No princípio Deus fez o homem reto. Ele foi criado com perfeito equilíbrio mental,
sendo plena e harmoniosamente desenvolvidos o tamanho e a força de todos os
seus órgãos. Mas pela sedução do astucioso inimigo, a proibição de Deus foi
desrespeitada e as leis da Natureza exercitaram sua plena penalidade.
Desde
que se rendeu pela primeira vez ao apetite, tem a humanidade aumentado cada vez
mais a tolerância para consigo mesma, de maneira que a saúde tem sido
sacrificada no altar do apetite.
O
crime e a doença têm aumentado com cada geração sucessiva. A intemperança no
comer e beber, e a condescendência com as paixões baixas, têm entorpecido as
faculdades mais nobres do homem. A razão, em vez de ser dominadora, tornou-se
escrava do apetite, numa extensão alarmante. Tem-se condescendido com um
crescente desejo de alimento muito substancioso, até que se tornou moda
abarrotar o estômago com todas as iguarias possíveis.
A
Natureza protestará contra toda transgressão das leis da vida. Ela suporta os
abusos até onde pode; mas finalmente vem a retribuição e recai tanto sobre as
faculdades físicas como sobre as mentais. Nem finda com o transgressor; os
efeitos de sua tolerância são vistos em sua descendência, e o mal se transmite
de geração em geração.
Jamais
foi desígnio de Deus que a atual condição lamentável existisse; ela existe como
resultado da brutal violação das leis da Natureza.
A
intemperança no comer e beber têm entorpecido as faculdades mais nobres das
pessoas.
Devemos
comer para viver, e não viver para comer.
O
apetite deve ser mantido em sujeição à vontade; e que a vontade deve ser
governada pela razão calma e inteligente.
Alimentos
cárneos, manteiga, queijo, rica pastelaria, alimentos temperados e condimentos
são usados livremente. Esses artigos fazem sua obra em perturbar o estômago,
excitando os nervos e enfraquecendo o intelecto. Os órgãos produtores do sangue
não podem converter esses artigos em bom sangue. A gordura cozida com o
alimento torna-o de digestão difícil. O efeito do queijo é deletério. O pão feito
com a farinha refinada não comunica ao organismo a nutrição necessária. Seu uso
comum não conservará o organismo na melhor condição. Os condimentos a princípio
irritam as tenras mucosas do estômago, mas finalmente destroem a sensibilidade
natural dessa delicada membrana. O sangue torna-se febril, despertam-se as propensões
animalescas, enquanto se enfraquecem as faculdades morais e intelectuais,
tornando-se servas das paixões baixas.
A
mãe e esposa deve cuidar em pôr diante de sua família uma alimentação simples,
se bem que nutritiva.
Deus
forneceu-nos abundantes meios para a satisfação de um apetite não pervertido.
Estendeu diante nós os produtos da terra — bela variedade de alimentos agradáveis
ao paladar, e nutritivos para o organismo. Dessas coisas nosso benévolo Pai
celeste diz que podemos comer livremente. Frutas, cereais e verduras,
preparados de maneira simples, livres de especiarias e gordura animal de
qualquer espécie, fazem o mais saudável regime dietético. Comunicam nutrição ao
corpo, e dão um poder de resistência e um vigor de intelecto não produzidos por
um regime estimulante.
Os
que usam alimentos cárneos à vontade, nem sempre têm cérebro desanuviado
(límpido) e intelecto ativo, pois que o uso da carne de animais tende a tornar
pesado o corpo e a entorpecer as finas sensibilidades do espírito. Não hesitamos
em dizer que a carne NÃO é essencial à manutenção da saúde e da força.
Os
que dependem grandemente da carne não podem evitar, às vezes, comer a carne que
está mais ou menos doente. Em muitos casos, o processo de criar animais para o
mercado produz uma condição não salutar. Conservados longe da luz e do ar puro,
respirando a atmosfera de estábulos imundos, todo o corpo se torna logo
contaminado com a matéria fétida; e, ao ser tal carne absorvida pelo organismo
humano, corrompe o sangue e se produz a doença. Se a pessoa já tem sangue
impuro, essa condição doentia será grandemente agravada. Mas poucos podem ser
levados a crer que foi a carne que eles comeram que lhes envenenou o sangue e
trouxe os seus sofrimentos. Muitos morrem de doenças devidas unicamente à ingestão
de carne, quando a causa real é remotamente suspeita por eles ou outros. Alguns
não sentem imediatamente seus efeitos, mas isto não é prova de que ela não os
prejudique. Pode estar seguramente operando no organismo, todavia no presente a
vítima talvez não compreenda coisa alguma a esse respeito.
Embora
seja um dos artigos mais comuns do regime alimentar, o porco é um dos mais
prejudiciais. Deus não proibiu os hebreus de comerem carne de porco apenas para
mostrar Sua autoridade, mas porque ele não é um artigo próprio para a
alimentação do homem. Deus jamais criou o porco para ser comido sob quaisquer circunstâncias.
Há
de o povo que está buscando tornar-se santo, puro, refinado para que possa ser
introduzido na sociedade dos anjos celestes, continuar a tirar a vida das
criaturas de Deus, e fruir sua carne como uma iguaria? Esta ordem de coisas há
de mudar-se, e o povo de Deus exercerá temperança em tudo.
O
preparo de alimento apropriado é um dever.
Há
uma classe que parece pensar que tudo o que é comido está perdido; que,
qualquer coisa lançada no estômago para enchê-lo, fará tanto bem como o
alimento preparado com inteligência e cuidado. Mas importa que demos sabor
agradável ao alimento que comemos. Se não podemos, e temos que comer maquinalmente,
deixamos de receber o alimento apropriado.
Nosso
corpo é constituído daquilo que comemos; e, a fim de tornar os tecidos de boa
qualidade, devemos usar a espécie de alimento acertada, e esta deve ser
preparada da maneira que melhor se adapte às necessidades do organismo.
É dever
religioso dos que cozinham, aprenderem como preparar alimento saudável, de
maneiras diversas, de forma que ele possa ser ao mesmo tempo gostoso e
saudável.
A
cozinha pobre está consumindo as energias vitais de milhares. Mais almas se
perdem por esta causa do que muitos pensam. Ela perturba o organismo e produz a
doença. Nas circunstâncias assim provocadas, as coisas celestiais não podem ser
perfeitamente discernidas.
O
comer erroneamente destrói a saúde.
O
procedimento errado no comer ou beber destrói a saúde e com ela as alegrias da
vida. Oh! quantas vezes tem uma boa refeição, como é chamada, sido adquirida a
expensas do sono e do repouso tranqüilos! Milhares, por condescenderem com um
apetite pervertido, têm dado origem a febre ou outra doença aguda, a qual
resultou em morte! Foi esta uma satisfação adquirida por um imenso preço.
O
alimento pode ser preparado com simplicidade e ser saudável, mas requer pericia
torná-lo saboroso e nutritivo ao mesmo tempo.
É
errado comer para satisfazer ao apetite pervertido. Não devemos ser
indiferentes com respeito ao nosso alimento. É questão da mais alta
importância. Não devemos adotar regime empobrecido.
Muitos
se acham debilitados pela doença e precisam de alimento bem preparado e
nutritivo.
Nosso
corpo precisa ter suficiente nutrimento. O Deus que dá a Seus amados o sono
proveu-nos também a alimentação apropriada para manter o nosso sistema físico
em condições saudáveis.
Muitos
volvem costas à luz e ao conhecimento, e sacrificam o princípio ao paladar.
Comem quando o organismo não carece de alimento, e a intervalos irregulares,
porque não têm força moral para resistir à inclinação. Em resultado rebela-se o
abusado estômago, e seguem-se sofrimentos. A regularidade no comer é muito
importante para a saúde do corpo e a tranqüilidade do espírito. Nunca deve um bocado
de alimento atravessar os lábios entre as refeições.
Deus
lhe abençoe!
FONTE:
Conselhos Sobre
Saúde
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