A ETERNA VERDADE DE DEUS
O Grande Conflito –
Parte 1
1. Os resgatados
entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas vezes pelas abóbadas do Céu: “SALVAÇÃO AO NOSSO DEUS QUE ESTÁ ASSENTADO
NO TRONO, E AO CORDEIRO.” E anjos e serafins unem sua voz em adoração.
Tendo os remidos contemplado o poder e malignidade de Satanás, viram, como
nunca dantes, que poder algum, a não ser o de Cristo, poderia tê-los feito
vencedores. Em toda aquela resplendente multidão ninguém há que atribua a
salvação a si mesmo, como se houvesse prevalecido pelo próprio poder e bondade.
Nada se diz do que fizeram ou sofreram; antes, o motivo de cada cântico, a nota
fundamental de toda antífona, é — SALVAÇÃO
AO NOSSO DEUS, E AO CORDEIRO. (O Grande
Conflito – 666)
2. Todo cristão deve
tomar cuidado para que seus pés não se desviem do caminho da pureza e
santidade.
3. Todos que estão
rejeitando a Cristo são cativos de Satanás, estão sob o governo do chefe
rebelde. Estão prontos para receber suas sugestões e executar-lhes as ordens.
4. Somente o poder
de Cristo pode fazer-nos vencedores neste grande conflito.
5. Os ímpios mortos
ressuscitarão para receber a condenação após o fim dos mil anos. Os ímpios vão
ressuscitar com os traços da doença e da morte. Os ímpios vão sair da sepultura
tais quais baixaram, com a mesma inimizade contra Cristo, e com o mesmo
espírito de rebelião.
6. O mundo ímpio
todo acha-se em julgamento perante o tribunal de Deus, acusado de alta traição
contra o governo do Céu. Ninguém há para pleitear sua causa; estão sem
desculpa; e a sentença de morte eterna é pronunciada contra eles.
7. É agora evidente
a todos que o salário do pecado não é nobre independência e vida eterna, mas
escravidão, ruína e morte. Os ímpios vêem o que perderam em virtude de sua vida
de rebeldia.
8. A história do
pecado permanecerá por toda a eternidade como testemunha de que à existência da
lei de Deus se acha ligada a felicidade de todos os seres por Ele criados. À vista
de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, tanto os que são
fiéis como os rebeldes, de comum acordo declara: “Justos e verdadeiros são os
Teus caminhos, ó Rei dos santos.”
9. Perante o
Universo foi apresentado claramente o grande sacrifício feito pelo Pai e o Filho em prol do homem. É
chegada a hora em que Cristo ocupa a
Sua devida posição, sendo glorificado acima dos principados e potestades, e
sobre todo o nome que se nomeia. Foi pela alegria que Lhe estava proposta — a
fim de poder trazer muitos filhos à glória — que Ele suportou a cruz e desprezou
a ignomínia. (O
Grande Conflito – 671)
10. “Vi um novo céu,
e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram.” Apocalipse 21:1. O fogo que consome os ímpios,
purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Nenhum inferno a arder
eternamente conservará perante os resgatados as terríveis conseqüências do
pecado.
11. Na cidade de Deus
“não haverá noite.” Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço
em fazer a vontade de Deus e
oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos a frescura da manhã, e sempre
estaremos longe de seu termo. “Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol,
porque o Senhor Deus os alumia.” Apocalipse 22:5.
A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo,
suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a
santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia
perpétuo, independentemente do Sol. (O Grande Conflito – 676)
12. “Nela não vi
templo, porque o seu templo é o Senhor Deus todo poderoso, e o Cordeiro.” Apocalipse 21:22. O povo de Deus tem o privilégio
de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. “Agora vemos por espelho em
enigma.” 1 Coríntios 13:12. A imagem de Deus refletida como que em
espelho, nas obras da Natureza e em Seu trato com os homens; mas então O
conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua
presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.
13. Na nova terra os
remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus
plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A
comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os
bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas
vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem “toda
a família nos Céus e na Terra” (Efésios 3:15) — tudo isto concorre para
constituir a felicidade dos remidos.
14. E ao transcorrerem
os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de DEUS e de CRISTO. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a
reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus,
mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os
estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá
com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as
harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem
para avolumar o potente coro de louvor. (O Grande
Conflito – 678)
15. Estamos tendo
ainda a oportunidade de vivermos o tempo da graça, e muitos continuam cegos
pelos enganos de Satanás, e desculpam suas condutas de pecado.
16. Muitos de nós
temos negligenciado alimentar o faminto, vestir o nu, tratar com justiça e amar
a misericórdia.
17. Os ganhos de uma vida inteira será em um momento
varridos.
18. Deus é para os transgressores de Seu lei um fogo
devorador, é para o Seu povo um seguro pavilhão.
19. O ministro que
está sacrificando a verdade a fim de alcançar o favor dos homens, perceberá o
caráter e influência de seus ensinos. Os olhos onisciente está acompanhando
enquanto se acha ao púlpito, enquanto anda pelas ruas. Toda emoção da alma,
toda linha escrita, cada palavra pronunciada, todo ato que leva a descansar em
um refúgio de falsidade, está a espalhar sementes, e agora, nas infelizes e
perdidas alma em seu redor, contemplará a colheita. Deus é para os
transgressores de Seu lei um fogo devorador, é para o Seu povo um seguro
pavilhão.
20. “Ai dos pastores
que destroem e dispersam as ovelhas do Meu pasto. ... Eis que visitarei sobre
vós a maldade de vossas ações.” “Uivai, pastores, e clamai, e rebolai-vos na
cinza, principais do rebanho, porque já se cumpriram os vossos dias para serdes
mortos ... E não haverá fugida para os pastores, nem salvamento para os
principais do rebanho.” Jeremias 23:1, 2; 25:34, 35. (O Grande
Conflito – 655)
21. Ministros e povo
vêem que não mantiveram a devida relação para com Deus. Vêem que se rebelaram
contra o Autor de toda lei reta e justa. A rejeição dos preceitos divinos deu
origem a milhares de fontes para males, discórdias, ódio, iniqüidade. Este é o quadro que ora se apresenta aos que
rejeitaram a verdade e preferiram acalentar o erro.
22. Ministros e povo
que não mantém a devida relação para com Deus, que estão se rebelando contra o
Autor de toda lei reta e justa – Nenhuma linguagem pode exprimir o anelo que o
desobediente, o desleal experimentará por aquilo que poderá perder: A VIDA
ETERNA.
23. O povo que está
sendo iludido, enganado, muito em breve, um acusara ao outro de os terem levado
à destruição. Todos, porém, se unirão em acumular suas mais amargas condenações
contra os ministros infiéis. Pastores infiéis que profetizaram coisas
agradáveis, levaram os ouvintes a anular a lei de Deus e à perseguir os que a
queriam santificar.
24. Muitos em breve,
em desespero, esses ensinadores confessarão perante o mundo sua obra de engano.
E multidões estão cheias de furor e voltam-se contra os falsos pastores.
Aqueles mesmos que mais os admiraram pronunciarão as mais terríveis maldições
sobre eles.
25. É à meia-noite que Deus manifesta o Seu poder para o
livramento de Seu povo.
26. Será na hora de
maior aperto, que Deus intervirá para o livramento de Seus escolhidos.
27. Os que tudo
sacrificaram por Cristo estarão em segurança, como que escondidos no lugar
secreto do pavilhão do Senhor. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem
presente na angústia.
28. O sábado do
quarto mandamento é o selo do Deus vivo.
29. Ensinadores religiosos estão conduzindo almas à perdição,
ao mesmo tempo que professam guiá-los às portas do Paraíso. Antes do dia do
ajuste final de contas, não se conhecerá quão grande é a responsabilidade dos
homens no mister sagrado, e quão terríveis são os resultados de sua
infidelidade. Somente na eternidade poderemos com acerto avaliar a perda de uma
única alma. Terrível será a condenação daquele a quem Deus disser: Retira-te,
mau servo.
30. Todos sairão do
túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em
pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas,
de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com
o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a
grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a louçania e vigor de
eterna mocidade.
31. No princípio o homem
foi criado à semelhança de Deus, não somente no caráter, mas na forma e
aspecto. O pecado desfigurou e quase obliterou a imagem divina; mas Cristo veio
para restaurar aquilo que se havia perdido. Ele mudará nosso corpo vil,
modelando-o conforme Seu corpo glorioso. As formas mortais, corruptíveis,
destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas, belas e
imortais.
32. A qualidade das
bactérias que ocupam o intestino determina nossa saúde. somos aquilo que
comemos.
33. Está se aproximando
o tempo de angústia. Cristo, se levantará pelo Seu povo fiel, e haverá um tempo
de angústia, qual nunca houve, mas o Senhor livrará o Seu povo, todo aquele que
se achar escrito no livro.
34. Quando se
encerrar a mensagem do terceiro anjo, a misericórdia não mais pleiteará em
favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá cumprido a sua
obra. Recebeu a “chuva serôdia”, o “refrigério pela presença do Senhor”, e
acha-se preparado para a hora probante que diante dele está.
35. O mundo será
submetido à prova final, e todos os que se mostrarem fiéis aos preceitos
divinos receberão o selo do Deus vivo. Então, JESUS cessará de interceder no
santuário celestial. Levantará as mãos e com grande voz dirá: Está Feito! “Quem
é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é
justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.” Apocalipse
22:11. Todos os casos serão decididos para vida ou para morte.
36. Quando CRISTO
deixar o santuário no Céu, as trevas cobrirá os habitantes da terra. Quando
chegar este tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem
intercessor.
37. Será removida a
restrição que ainda está sobre os ímpios, e Satanás terá domínio completo sobre
os que finalmente se encontram
impenitentes. Em breve, terminará a longanimidade de Deus. O mundo
rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-Lhe o amor, pisando Sua lei. Os ímpios
passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de Deus, persistentemente
resistido, foi, por fim retirado.
38. O mundo estará
desabrigado da graça divina, pois o Espírito de Deus será retirado, não terão
proteção contra o maligno. Satanás mergulhará então os habitantes da terra em
uma grande angústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos
impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de
contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que
sobreveio a Jerusalém na antiguidade.
39. Satanás incitará
a maior intensidade ainda o espírito de ódio e perseguição.
40. Quando a presença
de Deus se retirou, por fim, da nação judaica, sacerdotes e povo não o sabiam.
Posto que sob o domínio de Satanás, e governados pelas paixões mais horríveis e
perniciosas, consideravam-se ainda como os escolhidos de Deus. Continuou o ministério
no templo; ofereciam-se sacrifícios sobre os altares poluídos, e diariamente a
bênção divina era invocada sobre um povo culpado do sangue do querido Filho de
Deus, e empenhado em matar Seus ministros e apóstolos. ASSIM, QUANDO A DECISÃO
IRREVOGÁVEL DO SANTUÁRIO HOUVER SIDO PRONUNCIADA, E PARA SEMPRE TIVER SIDO
FIXADO O DESTINO DO MUNDO, OS HABITANTES DA TERRA NÃO O SABERÃO. As formas da
religião continuarão a ser mantidas por um povo do qual finalmente o Espírito de
Deus Se terá retirado; e o zelo satânico com que o príncipe do mal os inspirará
para o cumprimento de seus maldosos desígnios, terá a semelhança do zelo para
com Deus. (O
Grande Conflito – 615)
41. Quando a decisão
irrevogável do santuário houver sido pronunciada, e para sempre tiver sido
fixado o destino do mundo, os habitantes da terra não o saberão. As formas da
religião continuarão a ser mantidas por um povo do qual finalmente o Espírito
de Deus Se terá retirado, a presença de Deus será retirado; e o zelo satânico
com que o príncipe do mal os inspirará para o cumprimento de seus maldosos desígnios,
terá a semelhança do zelo para com Deus.
42. O sábado se
tornará o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as
autoridades religiosas e seculares se combinarão para impor a observância do
domingo. A recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência
popular, fará com que está minoria seja objeto de ódio universal. Insistir-se-á
em que os poucos que permanecem em oposição a uma instituição da igreja e lei
do Estado, não devem ser tolerados; que é melhor que eles sofram do que nações
inteiras sejam lançadas em confusão e ilegalidade.
43. Nossa única
esperança está na misericórdia de Deus, nossa defesa única deve ser a oração.
44. Devemos confessar
o nosso pecado a Deus, e com gratidão reconhecer a misericórdia de Deus para
conosco.
45. Satanás instigará
os ímpios a destruírem o povo de Deus no tempo de angústia. Acusará o povo de
Deus. Conta com as multidões do mundo como seus súditos. Mas o pequeno grupo
que guarda os mandamentos de Deus, resistirá a sua supremacia, pois, o Senhor
será a sua defesa.
46. No tempo de
angústia, aquele que tiver pecado não confessado que surgir diante de si
enquanto torturado pelo temor e angústia, será vencido; o desespero suprimirá a
fé, e não poderá ter confiança para suplicar de Deus o livramento. Arrependei-vos,
pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham
assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, Atos
3:19.
47. Satanás leva
muitos a crer que Deus não toma em consideração sua infidelidade nas pequenas coisas
da vida; mas o Senhor mostra, em seu trato com Jacó, que de maneira nenhuma
sancionará ou tolerará o mal. Todos os que se esforçam por desculpar ou
esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem
confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a
sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua
conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os
que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de
angústia, ou em qualquer ocasião subseqüente. O caso de todos estes é sem esperanças.
48. Os que se
retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de
angústia, ou em qualquer ocasião subseqüente. O caso de todos estes é sem esperanças. O Senhor de maneira nenhuma sancionará ou tolerará
o mal.
49. Os professos
cristãos que vêm ao último e terrível conflito, sem se acharem preparados,
confessarão em seu desespero os seus pecados com palavras de angústia
consumidora enquanto os ímpios exultam de sua agonia. Estas confissões são do
mesmo caráter que a de Esaú ou de Judas. Os que as fazem, lamentam o resultado
da transgressão, mas não a culpa da mesma. Não sentem verdadeira contrição, nem
aversão ao mal. Reconhecem seu pecado pelo medodo castigo; mas, semelhantes a
Faraó na antiguidade, voltariam ao seu desafio ao Céu, caso fossem removidos os
juízos.
50. A história de
Jacó é também uma segurança de que Deus não rejeitará os que forem enganados,
tentados e arrastados ao pecado, mas voltaram a Ele com verdadeiro
arrependimento. Enquanto Satanás procura destruir esta classe, Deus enviará
Seus anjos para a animar e proteger, no tempo de perigo.
51. Deus não
rejeitará os que forem enganados, tentados e arrastados ao pecado, mas voltaram
a Ele com verdadeiro arrependimento. Enquanto Satanás procura destruir esta
classe, Deus enviará Seus anjos para a animar e proteger, no tempo de perigo.
Os assaltos de Satanás são cruéis e decididos, seus enganos, terríveis; mas os
olhos do Senhor estão sobre o Seu povo, e Seu ouvido escuta-lhes os clamores.
Sua aflição é grande, as chamas da fornalha parecem prestes a consumi-los; mas Aquele
que os refina e purifica, os apresentará como ouro provado no fogo. O amor de
Deus para com os Seus filhos durante o período de sua mais intensa prova, é tão
forte e terno como nos dias de sua mais radiante prosperidade; mas é necessário
passarem pela fornalha de fogo; sua natureza terrena deve ser consumida para
que a imagem de Cristo possa refletir-se perfeitamente.
52. Deus não
rejeitará os que voltarem a Ele com verdadeiro arrependimento. Deus enviará
Seus anjos para animar Seu povo fiel e protegê-los no tempo de perigo. Os olhos
do Senhor estão sobre o Seu povo, e Seu ouvido escuta-lhes os clamores.
53. A aflição é
grande, as chamas da fornalha parecem prestes a consumir a todos; mas é
necessário o povo de Deus passarem pela fornalha de fogo, a natureza terrena
deve ser consumida para que a imagem de Cristo possa refletir perfeitamente em
cada cristão fiel.
54. O tempo de agonia
e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço,
a demora e a fome — fé que não desfaleça ainda que severamente provada. O tempo
de graça é concedido a todos, a fim de se prepararem para aquela ocasião. Jacó
prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder
da oração importuna. Todos os que lançarem mão das promessas de Deus, como ele
o fez, e como ele forem fervorosos e perseverantes, serão bem-sucedidos como
ele o foi.
55. Os que não estão
dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a
orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão. Lutar com Deus
— quão poucos sabem o que isto significa! Quão poucos têm buscado a Deus com
contrição de alma, com intenso anelo, até que toda faculdade se encontre em sua
máxima tensão! Quando ondas de desespero que linguagem alguma pode exprimir
assoberbam os que fazem suas súplicas, quão poucos se apegam com fé inquebrantável
às promessas de Deus!
56. Os que agora
exercem pouca fé, correm maior perigo de cair sob o poder dos enganos de
Satanás, e do decreto que violentará a consciência. E mesmo resistindo à prova,
serão, imersos em uma agonia e aflição mais profundas no tempo de angústia,
porque nunca adquiriram o hábito de confiar em Deus. As lições da fé as quais negligenciaram,
serão obrigados a aprender sob a pressão terrível do desânimo.
57. Devemos
familiarizar-nos agora com Deus, provando as Suas promessas. Os anjos registram
toda oração fervorosa e sincera. Devemos de preferência dispensar as
satisfações egoístas a negligenciar a comunhão com Deus. A maior pobreza, a
máxima abnegação, tendo Sua aprovação, é melhor do que as riquezas, honras,
comodidades e amizade, sem Ele.
58. Devemos tomar
tempo para orar. Se consentirmos que a mente se absorva com os interesses
mundanos, o Senhor talvez nos dê esse tempo removendo nossos ídolos, sejam
estes o ouro, sejam casas ou terras férteis.
59. O “tempo de angústia
como nunca houve” está prestes a manifestar-se sobre nós; e necessitaremos de
uma experiência que agora não possuímos, e que muitos são demasiado indolentes
para obter. Dá-se muitas vezes o caso de se supor maior a angústia do que em
realidade o é; não se dá isso, porém, com relação à crise diante de nós. A mais
vívida descrição não pode atingir a grandeza daquela prova. Naquele tempo de
provações, toda alma deverá por si mesma estar em pé perante Deus.
60. Agora, enquanto
nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar
tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso
Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Esta é a condição em que devem
encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia.
61. É nesta vida que
devemos afastar de nós o pecado, pela fé no sangue expiatório de Cristo. Nosso
precioso Salvador nos convida a unir-nos a Ele, a ligar nossa fraqueza à Sua
força, nossa ignorância à Sua sabedoria, aos Seus méritos nossa indignidade. A
providência de Deus é a escola na qual devemos aprender a mansidão e humildade de
Jesus.
62. O Senhor está
sempre a colocar diante de nós, não o caminho que preferiríamos, o qual nos
parece mais fácil e agradável, mas os verdadeiros objetivos da vida. Toca a nós
cooperar com os meios que o Céu emprega na obra de conformar nosso caráter ao modelo
divino. Ninguém poderá negligenciar ou adiar esta obra sem grave perigo para a
sua alma.
63. Apenas os que
forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberem o amor da verdade,
estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo. Pelo testemunho da
Bíblia estes surpreenderão o enganador em seu disfarce. Para todos virá o tempo
de prova. Pela cirandagem da tentação, revelar-se-ão os verdadeiros crentes.
64. Sendo possível, Satanás
os impedirá de obter o preparo para estar em pé naquele dia. Disporá as coisas
de tal maneira a lhes obstruir o caminho; embaraçá-los-á com os tesouros
terrestres; fá-los-á levar um fardo pesado, cansativo, a fim de que seu coração
se sobrecarregue com os cuidados desta vida, e o dia de prova venha sobre VOCÊ
como um ladrão.
65. Quando o decreto
promulgado pelos vários governantes da cristandade contra os observadores dos
mandamentos lhes retirar a proteção do governo, abandonando-os aos que lhes
desejam a destruição, o povo de Deus fugirá das cidades e vilas e reunir-se-á
em grupos, habitando nos lugares mais desertos e solitários. Muitos encontrarão
refúgio na fortaleza das montanhas.
66. Os amados de Deus
passarão dias penosos, presos em correntes, retidos pelas barras da prisão,
sentenciados à morte, deixados alguns aparentemente para morrer à fome nos
escuros e nauseabundos calabouços. Nenhum ouvido humano lhes escutará os
gemidos; mão humana alguma estará pronta para prestar-lhes auxílio.
67. Ainda que os
inimigos os lancem nas prisões, as paredes do calabouço não podem interceptar a
comunicação entre sua alma e Cristo. Aquele que vê todas as suas fraquezas, e
sabe de toda provação, está acima de todo o poder terrestre; e anjos virão a
eles nas celas solitárias, trazendo luz e paz do Céu.
68. Os juízos de Deus
cairão sobre os que procuram oprimir e destruir Seu povo. Sua grande
longanimidade para com os ímpios, torna audazes os homens na transgressão, mas
seu castigo, embora muito retardado, não é menos certo e terrível. “O Senhor Se
levantará como no monte de Perazim, e Se irará, como no vale de Gibeom, para fazer
a Sua obra, a Sua estranha obra, e para executar o Seu ato, o Seu estranho
ato.” Isaías 28:21. Para o nosso misericordioso Deus,
o
infligir castigo é ato estranho. “Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho
prazer na morte do ímpio.” Ezequiel 33:11. O Senhor é“misericordioso e piedoso,
tardio em iras e grande em beneficência e verdade;... que perdoa a iniqüidade,
e a transgressão e o pecado.” Todavia, “ao culpado não tem por inocente.”
69. O Senhor é “misericordioso
e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade;... que perdoa a
iniqüidade, e a transgressão e o pecado.”
Todavia,
“ao culpado não tem por inocente.” “O Senhor é tardio em irar-Se, mas grande em
força, e ao culpado não tem por inocente.” Êxodo 34:6, 7; Naum 1:3.
70. Quando Cristo
cessar de interceder no santuário, será derramada a ira que, sem mistura, se
ameaçara fazer cair sobre os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu
sinal. Apocalipse 14:9, 10.
71. As pragas que
sobrevieram ao Egito quando Deus estava prestes a libertar Israel, eram de
caráter semelhante aos juízos mais terríveis e extensos que devem cair sobre o
mundo precisamente antes do libertamento final do povo de Deus.
72. O povo de Deus
não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguidos e angustiados,
conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão
abandonados a perecer. O Deus que cuidou de Elias, não desamparará nenhum de
Seus abnegados filhos. Aquele que conta os cabelos de sua cabeça, deles
cuidará; e no tempo de fome serão alimentados. Enquanto os ímpios estão a
morrer de fome e pestilências, os anjos protegerão os justos, suprindo-lhes as necessidades.
Para aquele que “anda em justiça” é esta promessa: “O seu pão lhe será dado, as
suas águas serão certas. Os aflitos e
necessitados
buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas Eu, o Senhor os
ouvirei, Eu o Deus de Israel, os não desampararei.” Isaías
33:16; 41:17. (O Grande Conflito – 629)
73. Por amor dos
escolhidos, o tempo de angústia será abreviado. “E Deus não fará justiça a Seus
escolhidos, que clamam a Ele de dia e de noite...? Digo-vos que depressa lhes
fará justiça.” Lucas 18:7, 8. O fim virá
mais rapidamente do que os homens esperam. O trigo será colhido e atado em
molhos para o celeiro de Deus; o joio será atado em feixes para os fogos da
destruição.
74. As sentinelas
celestiais, fiéis ao seu encargo, continuam com sua vigilância. Posto que um
decreto geral haja fixado um tempo em que os observadores dos mandamentos
poderão ser mortos, seus inimigos nalguns casos se antecipam ao decreto e,
antes do tempo especificado, se esforçam por tirar-lhes a vida. Mas ninguém
pode passar através dos poderosos guardas estacionados em redor de toda alma
fiel. Alguns são assaltados ao fugirem das cidades e vilas; mas as espadas
contra eles levantadas se quebram e caem tão impotentes como a palha. Outros
são defendidos por anjos sob a forma de guerreiros. (O Grande
Conflito – 631)
75. Em todos os tempos Deus tem usado os santos anjos para
socorrer e livrar Seu povo. Seres celestiais têm tomado parte ativa nos negócios
humanos.
76. Sob a forma
humana, muitas vezes se acham anjos nas assembléias dos justos, e visitam as
dos ímpios. O Senhor Se deleita na
misericórdia; e, por amor dos poucos que realmente O servem, restringe as
calamidades, prolongando a tranqüilidade das multidões. Mal compreendem os que
pecam contra Deus que devem sua própria vida aos poucos fiéis a quem se
deleitam em ridicularizar e oprimir.
77. Ainda que os
governadores deste mundo não o saibam, os anjos têm sido, muita vez, oradores
em seus concílios. Olhos humanos os têm visto; humanos ouvidos escutaram-lhes
os apelos; lábios humanos se opuseram a suas sugestões e ridicularizaram-lhes
os conselhos; humanas mãos os defrontaram com insultos e agressão.
78. Nos recintos dos
concílios e nas cortes de justiça, estes mensageiros celestiais têm revelado um
conhecimento particularizado da história humana; demonstraram-se ser mais
capazes para defender a causa dos opressos do que os advogados mais hábeis e
eloqüentes. Frustraram propósitos e impediram males que teriam grandemente retardado
a obra de Deus, ocasionando grande sofrimento a Seu povo.
79. Na hora de perigo
e angústia, “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.”
Salmos 34:7.
80. O precioso
Salvador enviará auxílio exatamente quando dele necessitarmos. O caminho para o
Céu acha-se consagrado pelas Suas pegadas. Cada espinho que fere nossos pés,
feriu os Seus. A cruz que somos chamados a carregar, Ele a levou antes de nós.
O Senhor permite que venham os conflitos, a fim de prepararem a alma para a
paz.
81. O tempo de
angústia é uma prova terrível para o povo de Deus; é, porém, a ocasião de todo
verdadeiro crente olhar para cima, e pela fé verá o arco da promessa circundando-o.
Deus
lhe abençoe!
FONTE:
O Grande
Conflito
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