segunda-feira, 20 de novembro de 2017

BÍBLICO: O Grande Conflito – Parte 1

A ETERNA VERDADE DE DEUS
O Grande Conflito – Parte 1


1.  Os resgatados entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas vezes pelas abóbadas do Céu: “SALVAÇÃO AO NOSSO DEUS QUE ESTÁ ASSENTADO NO TRONO, E AO CORDEIRO.” E anjos e serafins unem sua voz em adoração. Tendo os remidos contemplado o poder e malignidade de Satanás, viram, como nunca dantes, que poder algum, a não ser o de Cristo, poderia tê-los feito vencedores. Em toda aquela resplendente multidão ninguém há que atribua a salvação a si mesmo, como se houvesse prevalecido pelo próprio poder e bondade. Nada se diz do que fizeram ou sofreram; antes, o motivo de cada cântico, a nota fundamental de toda antífona, é — SALVAÇÃO AO NOSSO DEUS, E AO CORDEIRO. (O Grande Conflito – 666)

2.  Todo cristão deve tomar cuidado para que seus pés não se desviem do caminho da pureza e santidade.

3.  Todos que estão rejeitando a Cristo são cativos de Satanás, estão sob o governo do chefe rebelde. Estão prontos para receber suas sugestões e executar-lhes as ordens.

4.  Somente o poder de Cristo pode fazer-nos vencedores neste grande conflito.

5.  Os ímpios mortos ressuscitarão para receber a condenação após o fim dos mil anos. Os ímpios vão ressuscitar com os traços da doença e da morte. Os ímpios vão sair da sepultura tais quais baixaram, com a mesma inimizade contra Cristo, e com o mesmo espírito de rebelião.

6.  O mundo ímpio todo acha-se em julgamento perante o tribunal de Deus, acusado de alta traição contra o governo do Céu. Ninguém há para pleitear sua causa; estão sem desculpa; e a sentença de morte eterna é pronunciada contra eles.

7.  É agora evidente a todos que o salário do pecado não é nobre independência e vida eterna, mas escravidão, ruína e morte. Os ímpios vêem o que perderam em virtude de sua vida de rebeldia.

8.  A história do pecado permanecerá por toda a eternidade como testemunha de que à existência da lei de Deus se acha ligada a felicidade de todos os seres por Ele criados. À vista de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, tanto os que são fiéis como os rebeldes, de comum acordo declara: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos.”

9.  Perante o Universo foi apresentado claramente o grande sacrifício feito pelo Pai e o Filho em prol do homem. É chegada a hora em que Cristo ocupa a Sua devida posição, sendo glorificado acima dos principados e potestades, e sobre todo o nome que se nomeia. Foi pela alegria que Lhe estava proposta — a fim de poder trazer muitos filhos à glória — que Ele suportou a cruz e desprezou a ignomínia.  (O Grande Conflito – 671)

10.  “Vi um novo céu, e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram.” Apocalipse 21:1. O fogo que consome os ímpios, purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Nenhum inferno a arder eternamente conservará perante os resgatados as terríveis conseqüências do pecado.

11.  Na cidade de Deus “não haverá noite.” Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos a frescura da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo. “Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia.” Apocalipse 22:5. A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo, suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol.  (O Grande Conflito – 676)

12.  “Nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus todo poderoso, e o Cordeiro.” Apocalipse 21:22. O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. “Agora vemos por espelho em enigma.” 1 Coríntios 13:12.  A imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da Natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.

13.  Na nova terra os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem “toda a família nos Céus e na Terra” (Efésios 3:15) — tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos.

14.  E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de DEUS e de CRISTO. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor. (O Grande Conflito – 678)

15.  Estamos tendo ainda a oportunidade de vivermos o tempo da graça, e muitos continuam cegos pelos enganos de Satanás, e desculpam suas condutas de pecado.

16.  Muitos de nós temos negligenciado alimentar o faminto, vestir o nu, tratar com justiça e amar a misericórdia.

17. Os ganhos de uma vida inteira será em um momento varridos.

18. Deus é para os transgressores de Seu lei um fogo devorador, é para o Seu povo um seguro pavilhão.

19.  O ministro que está sacrificando a verdade a fim de alcançar o favor dos homens, perceberá o caráter e influência de seus ensinos. Os olhos onisciente está acompanhando enquanto se acha ao púlpito, enquanto anda pelas ruas. Toda emoção da alma, toda linha escrita, cada palavra pronunciada, todo ato que leva a descansar em um refúgio de falsidade, está a espalhar sementes, e agora, nas infelizes e perdidas alma em seu redor, contemplará a colheita. Deus é para os transgressores de Seu lei um fogo devorador, é para o Seu povo um seguro pavilhão.


20.  “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do Meu pasto. ... Eis que visitarei sobre vós a maldade de vossas ações.” “Uivai, pastores, e clamai, e rebolai-vos na cinza, principais do rebanho, porque já se cumpriram os vossos dias para serdes mortos ... E não haverá fugida para os pastores, nem salvamento para os principais do rebanho.” Jeremias 23:1, 2; 25:34, 35(O Grande Conflito – 655)

21.  Ministros e povo vêem que não mantiveram a devida relação para com Deus. Vêem que se rebelaram contra o Autor de toda lei reta e justa. A rejeição dos preceitos divinos deu origem a milhares de fontes para males, discórdias, ódio, iniqüidade.  Este é o quadro que ora se apresenta aos que rejeitaram a verdade e preferiram acalentar o erro.

22.  Ministros e povo que não mantém a devida relação para com Deus, que estão se rebelando contra o Autor de toda lei reta e justa – Nenhuma linguagem pode exprimir o anelo que o desobediente, o desleal experimentará por aquilo que poderá perder: A VIDA ETERNA.

23.  O povo que está sendo iludido, enganado, muito em breve, um acusara ao outro de os terem levado à destruição. Todos, porém, se unirão em acumular suas mais amargas condenações contra os ministros infiéis. Pastores infiéis que profetizaram coisas agradáveis, levaram os ouvintes a anular a lei de Deus e à perseguir os que a queriam santificar.

24.  Muitos em breve, em desespero, esses ensinadores confessarão perante o mundo sua obra de engano. E multidões estão cheias de furor e voltam-se contra os falsos pastores. Aqueles mesmos que mais os admiraram pronunciarão as mais terríveis maldições sobre eles.

25. É à meia-noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento de Seu povo.

26.  Será na hora de maior aperto, que Deus intervirá para o livramento de Seus escolhidos.

27.  Os que tudo sacrificaram por Cristo estarão em segurança, como que escondidos no lugar secreto do pavilhão do Senhor. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

28.  O sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo.

29.  Ensinadores  religiosos estão conduzindo almas à perdição, ao mesmo tempo que professam guiá-los às portas do Paraíso. Antes do dia do ajuste final de contas, não se conhecerá quão grande é a responsabilidade dos homens no mister sagrado, e quão terríveis são os resultados de sua infidelidade. Somente na eternidade poderemos com acerto avaliar a perda de uma única alma. Terrível será a condenação daquele a quem Deus disser: Retira-te, mau servo.

30.  Todos sairão do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a louçania e vigor de eterna mocidade.

31.  No princípio o homem foi criado à semelhança de Deus, não somente no caráter, mas na forma e aspecto. O pecado desfigurou e quase obliterou a imagem divina; mas Cristo veio para restaurar aquilo que se havia perdido. Ele mudará nosso corpo vil, modelando-o conforme Seu corpo glorioso. As formas mortais, corruptíveis, destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas, belas e imortais.

32.  A qualidade das bactérias que ocupam o intestino determina nossa saúde. somos aquilo que comemos.

33.  Está se aproximando o tempo de angústia. Cristo, se levantará pelo Seu povo fiel, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, mas o Senhor livrará o Seu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.

34.  Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a misericórdia não mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá cumprido a sua obra. Recebeu a “chuva serôdia”, o “refrigério pela presença do Senhor”, e acha-se preparado para a hora probante que diante dele está.

35.  O mundo será submetido à prova final, e todos os que se mostrarem fiéis aos preceitos divinos receberão o selo do Deus vivo. Então, JESUS cessará de interceder no santuário celestial. Levantará as mãos e com grande voz dirá: Está Feito! “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.” Apocalipse 22:11. Todos os casos serão decididos para vida ou para morte.

36.  Quando CRISTO deixar o santuário no Céu, as trevas cobrirá os habitantes da terra. Quando chegar este tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem intercessor.

37.  Será removida a restrição que ainda está sobre os ímpios, e Satanás terá domínio completo sobre os que finalmente se encontram  impenitentes. Em breve, terminará a longanimidade de Deus. O mundo rejeitou a Sua misericórdia, desprezou-Lhe o amor, pisando Sua lei. Os ímpios passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim retirado.

38.  O mundo estará desabrigado da graça divina, pois o Espírito de Deus será retirado, não terão proteção contra o maligno. Satanás mergulhará então os habitantes da terra em uma grande angústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade.

39.  Satanás incitará a maior intensidade ainda o espírito de ódio e perseguição.

40.  Quando a presença de Deus se retirou, por fim, da nação judaica, sacerdotes e povo não o sabiam. Posto que sob o domínio de Satanás, e governados pelas paixões mais horríveis e perniciosas, consideravam-se ainda como os escolhidos de Deus. Continuou o ministério no templo; ofereciam-se sacrifícios sobre os altares poluídos, e diariamente a bênção divina era invocada sobre um povo culpado do sangue do querido Filho de Deus, e empenhado em matar Seus ministros e apóstolos. ASSIM, QUANDO A DECISÃO IRREVOGÁVEL DO SANTUÁRIO HOUVER SIDO PRONUNCIADA, E PARA SEMPRE TIVER SIDO FIXADO O DESTINO DO MUNDO, OS HABITANTES DA TERRA NÃO O SABERÃO. As formas da religião continuarão a ser mantidas por um povo do qual finalmente o Espírito de Deus Se terá retirado; e o zelo satânico com que o príncipe do mal os inspirará para o cumprimento de seus maldosos desígnios, terá a semelhança do zelo para com Deus.  (O Grande Conflito – 615)

41.  Quando a decisão irrevogável do santuário houver sido pronunciada, e para sempre tiver sido fixado o destino do mundo, os habitantes da terra não o saberão. As formas da religião continuarão a ser mantidas por um povo do qual finalmente o Espírito de Deus Se terá retirado, a presença de Deus será retirado; e o zelo satânico com que o príncipe do mal os inspirará para o cumprimento de seus maldosos desígnios, terá a semelhança do zelo para com Deus. 

42.  O sábado se tornará o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as autoridades religiosas e seculares se combinarão para impor a observância do domingo. A recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que está minoria seja objeto de ódio universal. Insistir-se-á em que os poucos que permanecem em oposição a uma instituição da igreja e lei do Estado, não devem ser tolerados; que é melhor que eles sofram do que nações inteiras sejam lançadas em confusão e ilegalidade.

43.  Nossa única esperança está na misericórdia de Deus, nossa defesa única deve ser a oração.

44.  Devemos confessar o nosso pecado a Deus, e com gratidão reconhecer a misericórdia de Deus para conosco.

45.  Satanás instigará os ímpios a destruírem o povo de Deus no tempo de angústia. Acusará o povo de Deus. Conta com as multidões do mundo como seus súditos. Mas o pequeno grupo que guarda os mandamentos de Deus, resistirá a sua supremacia, pois, o Senhor será a sua defesa.

46.  No tempo de angústia, aquele que tiver pecado não confessado que surgir diante de si enquanto torturado pelo temor e angústia, será vencido; o desespero suprimirá a fé, e não poderá ter confiança para suplicar de Deus o livramento. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, Atos 3:19.

47.  Satanás leva muitos a crer que Deus não toma em consideração sua infidelidade nas pequenas coisas da vida; mas o Senhor mostra, em seu trato com Jacó, que de maneira nenhuma sancionará ou tolerará o mal. Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subseqüente. O caso de todos estes é sem esperanças.

48.  Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subseqüente. O caso de todos estes é sem esperanças.  O Senhor de maneira nenhuma sancionará ou tolerará o mal.

49.  Os professos cristãos que vêm ao último e terrível conflito, sem se acharem preparados, confessarão em seu desespero os seus pecados com palavras de angústia consumidora enquanto os ímpios exultam de sua agonia. Estas confissões são do mesmo caráter que a de Esaú ou de Judas. Os que as fazem, lamentam o resultado da transgressão, mas não a culpa da mesma. Não sentem verdadeira contrição, nem aversão ao mal. Reconhecem seu pecado pelo medodo castigo; mas, semelhantes a Faraó na antiguidade, voltariam ao seu desafio ao Céu, caso fossem removidos os juízos.

50.  A história de Jacó é também uma segurança de que Deus não rejeitará os que forem enganados, tentados e arrastados ao pecado, mas voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Enquanto Satanás procura destruir esta classe, Deus enviará Seus anjos para a animar e proteger, no tempo de perigo.

51.  Deus não rejeitará os que forem enganados, tentados e arrastados ao pecado, mas voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Enquanto Satanás procura destruir esta classe, Deus enviará Seus anjos para a animar e proteger, no tempo de perigo. Os assaltos de Satanás são cruéis e decididos, seus enganos, terríveis; mas os olhos do Senhor estão sobre o Seu povo, e Seu ouvido escuta-lhes os clamores. Sua aflição é grande, as chamas da fornalha parecem prestes a consumi-los; mas Aquele que os refina e purifica, os apresentará como ouro provado no fogo. O amor de Deus para com os Seus filhos durante o período de sua mais intensa prova, é tão forte e terno como nos dias de sua mais radiante prosperidade; mas é necessário passarem pela fornalha de fogo; sua natureza terrena deve ser consumida para que a imagem de Cristo possa refletir-se perfeitamente.

52.  Deus não rejeitará os que voltarem a Ele com verdadeiro arrependimento. Deus enviará Seus anjos para animar Seu povo fiel e protegê-los no tempo de perigo. Os olhos do Senhor estão sobre o Seu povo, e Seu ouvido escuta-lhes os clamores.

53.  A aflição é grande, as chamas da fornalha parecem prestes a consumir a todos; mas é necessário o povo de Deus passarem pela fornalha de fogo, a natureza terrena deve ser consumida para que a imagem de Cristo possa refletir perfeitamente em cada cristão fiel.

54.  O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome — fé que não desfaleça ainda que severamente provada. O tempo de graça é concedido a todos, a fim de se prepararem para aquela ocasião. Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder da oração importuna. Todos os que lançarem mão das promessas de Deus, como ele o fez, e como ele forem fervorosos e perseverantes, serão bem-sucedidos como ele o foi.

55.  Os que não estão dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão. Lutar com Deus — quão poucos sabem o que isto significa! Quão poucos têm buscado a Deus com contrição de alma, com intenso anelo, até que toda faculdade se encontre em sua máxima tensão! Quando ondas de desespero que linguagem alguma pode exprimir assoberbam os que fazem suas súplicas, quão poucos se apegam com fé inquebrantável às promessas de Deus!

56.  Os que agora exercem pouca fé, correm maior perigo de cair sob o poder dos enganos de Satanás, e do decreto que violentará a consciência. E mesmo resistindo à prova, serão, imersos em uma agonia e aflição mais profundas no tempo de angústia, porque nunca adquiriram o hábito de confiar em Deus. As lições da fé as quais negligenciaram, serão obrigados a aprender sob a pressão terrível do desânimo.

57.  Devemos familiarizar-nos agora com Deus, provando as Suas promessas. Os anjos registram toda oração fervorosa e sincera. Devemos de preferência dispensar as satisfações egoístas a negligenciar a comunhão com Deus. A maior pobreza, a máxima abnegação, tendo Sua aprovação, é melhor do que as riquezas, honras, comodidades e amizade, sem Ele.

58.  Devemos tomar tempo para orar. Se consentirmos que a mente se absorva com os interesses mundanos, o Senhor talvez nos dê esse tempo removendo nossos ídolos, sejam estes o ouro, sejam casas ou terras férteis.

59.  O “tempo de angústia como nunca houve” está prestes a manifestar-se sobre nós; e necessitaremos de uma experiência que agora não possuímos, e que muitos são demasiado indolentes para obter. Dá-se muitas vezes o caso de se supor maior a angústia do que em realidade o é; não se dá isso, porém, com relação à crise diante de nós. A mais vívida descrição não pode atingir a grandeza daquela prova. Naquele tempo de provações, toda alma deverá por si mesma estar em pé perante Deus.

60.  Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia.

61.  É nesta vida que devemos afastar de nós o pecado, pela fé no sangue expiatório de Cristo. Nosso precioso Salvador nos convida a unir-nos a Ele, a ligar nossa fraqueza à Sua força, nossa ignorância à Sua sabedoria, aos Seus méritos nossa indignidade. A providência de Deus é a escola na qual devemos aprender a mansidão e humildade de Jesus.

62.  O Senhor está sempre a colocar diante de nós, não o caminho que preferiríamos, o qual nos parece mais fácil e agradável, mas os verdadeiros objetivos da vida. Toca a nós cooperar com os meios que o Céu emprega na obra de conformar nosso caráter ao modelo divino. Ninguém poderá negligenciar ou adiar esta obra sem grave perigo para a sua alma.

63.  Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras, e receberem o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo. Pelo testemunho da Bíblia estes surpreenderão o enganador em seu disfarce. Para todos virá o tempo de prova. Pela cirandagem da tentação, revelar-se-ão os verdadeiros crentes.

64.  Sendo possível, Satanás os impedirá de obter o preparo para estar em pé naquele dia. Disporá as coisas de tal maneira a lhes obstruir o caminho; embaraçá-los-á com os tesouros terrestres; fá-los-á levar um fardo pesado, cansativo, a fim de que seu coração se sobrecarregue com os cuidados desta vida, e o dia de prova venha sobre VOCÊ como um ladrão.

65.  Quando o decreto promulgado pelos vários governantes da cristandade contra os observadores dos mandamentos lhes retirar a proteção do governo, abandonando-os aos que lhes desejam a destruição, o povo de Deus fugirá das cidades e vilas e reunir-se-á em grupos, habitando nos lugares mais desertos e solitários. Muitos encontrarão refúgio na fortaleza das montanhas.

66.  Os amados de Deus passarão dias penosos, presos em correntes, retidos pelas barras da prisão, sentenciados à morte, deixados alguns aparentemente para morrer à fome nos escuros e nauseabundos calabouços. Nenhum ouvido humano lhes escutará os gemidos; mão humana alguma estará pronta para prestar-lhes auxílio.

67.  Ainda que os inimigos os lancem nas prisões, as paredes do calabouço não podem interceptar a comunicação entre sua alma e Cristo. Aquele que vê todas as suas fraquezas, e sabe de toda provação, está acima de todo o poder terrestre; e anjos virão a eles nas celas solitárias, trazendo luz e paz do Céu.

68.  Os juízos de Deus cairão sobre os que procuram oprimir e destruir Seu povo. Sua grande longanimidade para com os ímpios, torna audazes os homens na transgressão, mas seu castigo, embora muito retardado, não é menos certo e terrível. “O Senhor Se levantará como no monte de Perazim, e Se irará, como no vale de Gibeom, para fazer a Sua obra, a Sua estranha obra, e para executar o Seu ato, o Seu estranho ato.” Isaías 28:21. Para o nosso misericordioso Deus,
o infligir castigo é ato estranho. “Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio.” Ezequiel 33:11. O Senhor é“misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade;... que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado.” Todavia, “ao culpado não tem por inocente.”

69.  O Senhor é “misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade;... que perdoa a iniqüidade, e a transgressão e o pecado.”
Todavia, “ao culpado não tem por inocente.” “O Senhor é tardio em irar-Se, mas grande em força, e ao culpado não tem por inocente.” Êxodo 34:6, 7; Naum 1:3.

70.  Quando Cristo cessar de interceder no santuário, será derramada a ira que, sem mistura, se ameaçara fazer cair sobre os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Apocalipse 14:9, 10.

71.  As pragas que sobrevieram ao Egito quando Deus estava prestes a libertar Israel, eram de caráter semelhante aos juízos mais terríveis e extensos que devem cair sobre o mundo precisamente antes do libertamento final do povo de Deus.

72.  O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer. O Deus que cuidou de Elias, não desamparará nenhum de Seus abnegados filhos. Aquele que conta os cabelos de sua cabeça, deles cuidará; e no tempo de fome serão alimentados. Enquanto os ímpios estão a morrer de fome e pestilências, os anjos protegerão os justos, suprindo-lhes as necessidades. Para aquele que “anda em justiça” é esta promessa: “O seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas. Os aflitos e
necessitados buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas Eu, o Senhor os ouvirei, Eu o Deus de Israel, os não desampararei.” Isaías 33:16; 41:17(O Grande Conflito – 629)

73.  Por amor dos escolhidos, o tempo de angústia será abreviado. “E Deus não fará justiça a Seus escolhidos, que clamam a Ele de dia e de noite...? Digo-vos que depressa lhes fará justiça.” Lucas 18:7, 8. O fim virá mais rapidamente do que os homens esperam. O trigo será colhido e atado em molhos para o celeiro de Deus; o joio será atado em feixes para os fogos da destruição.

74.  As sentinelas celestiais, fiéis ao seu encargo, continuam com sua vigilância. Posto que um decreto geral haja fixado um tempo em que os observadores dos mandamentos poderão ser mortos, seus inimigos nalguns casos se antecipam ao decreto e, antes do tempo especificado, se esforçam por tirar-lhes a vida. Mas ninguém pode passar através dos poderosos guardas estacionados em redor de toda alma fiel. Alguns são assaltados ao fugirem das cidades e vilas; mas as espadas contra eles levantadas se quebram e caem tão impotentes como a palha. Outros são defendidos por anjos sob a forma de guerreiros.  (O Grande Conflito – 631)

75. Em todos os tempos Deus tem usado os santos anjos para socorrer e livrar Seu povo. Seres celestiais têm tomado parte ativa nos negócios humanos.

76.  Sob a forma humana, muitas vezes se acham anjos nas assembléias dos justos, e visitam as dos ímpios.  O Senhor Se deleita na misericórdia; e, por amor dos poucos que realmente O servem, restringe as calamidades, prolongando a tranqüilidade das multidões. Mal compreendem os que pecam contra Deus que devem sua própria vida aos poucos fiéis a quem se deleitam em ridicularizar e oprimir.

77.  Ainda que os governadores deste mundo não o saibam, os anjos têm sido, muita vez, oradores em seus concílios. Olhos humanos os têm visto; humanos ouvidos escutaram-lhes os apelos; lábios humanos se opuseram a suas sugestões e ridicularizaram-lhes os conselhos; humanas mãos os defrontaram com insultos e agressão.

78.  Nos recintos dos concílios e nas cortes de justiça, estes mensageiros celestiais têm revelado um conhecimento particularizado da história humana; demonstraram-se ser mais capazes para defender a causa dos opressos do que os advogados mais hábeis e eloqüentes. Frustraram propósitos e impediram males que teriam grandemente retardado a obra de Deus, ocasionando grande sofrimento a Seu povo.

79.  Na hora de perigo e angústia, “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.” Salmos 34:7.

80.  O precioso Salvador enviará auxílio exatamente quando dele necessitarmos. O caminho para o Céu acha-se consagrado pelas Suas pegadas. Cada espinho que fere nossos pés, feriu os Seus. A cruz que somos chamados a carregar, Ele a levou antes de nós. O Senhor permite que venham os conflitos, a fim de prepararem a alma para a paz.

81.  O tempo de angústia é uma prova terrível para o povo de Deus; é, porém, a ocasião de todo verdadeiro crente olhar para cima, e pela fé verá o arco da promessa circundando-o.

Deus lhe abençoe!


FONTE:
O Grande Conflito





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