SAÚDE PLENA NA
MEDICINA DE DEUS
O
poder do apetite
1. Uma das mais
vigorosas tentações que o homem tem de enfrentar, é quanto ao apetite.
2. Existe entre a
mente e o corpo misteriosa e admirável relação. Um reage sobre o outro.
3. Conservar o físico em condição saudável a fim de
desenvolver-lhe a resistência, para que cada parte do maquinismo vivo funcione
harmonicamente, eis o que deve constituir o primeiro estudo em nossa vida.
Negligenciar o corpo, é negligenciar a mente.
4. Não podemos
glorificar a Deus com corpo enfermo e mente atrofiada.
5. Condescender com
o paladar a custa da saúde, é ímpio abuso dos sentidos. Os que cometem qualquer
espécie de intemperança, seja no comer ou beber, desperdiçam as energias
físicas e enfraquecem a força moral. Esses experimentarão a recompensa que
acompanha a transgressão da lei física.
6. Nosso Criador nos
adverte que a condescendência com o apetite traz debilidade física, adormecendo
órgãos perceptivos de maneira que não discernimos as coisas sagradas e
eternas. (Conselhos Sobre Saúde)
7. Cristo sabe que o
mundo está entregue à glutonaria, e que isto perverte as faculdades morais. A condescendência
com o apetite é tão forte sobre a raça humana que, para derribar-lhe o poder
foi exigido do divino Filho de Deus que jejuasse por cerca de seis semanas, em
favor do homem. E que obra se acha diante de nós a fim de podermos vencer da
maneira por que Cristo venceu. Cristo sabia que, para com êxito levar avante o
plano da salvação, precisava começar a obra redentora do homem exatamente onde
começara a ruína. Adão caiu pela condescendência com o apetite. Cristo começou
Sua obra de redenção reformando os hábitos físicos do próprio homem.
8. O declínio da
virtude e a degeneração da raça são principalmente atribuíveis à satisfação do apetite
pervertido.
9. Pesa sobre todos
nós, se estamos vivendo a verdade de Deus, a solene responsabilidade de
vencermos o apetite.
10. Muito maior será
a nossa utilidade, caso controlarmos nossos apetites, e mais vigorosas serão
nossas faculdades mentais e energias morais, se aliarmos o trabalho físico ao
exercício mental.
11. Se tivermos
hábitos estritamente temperantes, e com a combinação do trabalho muscular e da
mente, poderemos realizar soma incomparavelmente maior de labor, conservando a
nossa clareza mental. Seguindo essa direção, nossos pensamentos e palavras
fluirão mais livremente, e haverá mais energia em nossos exercícios religiosos,
e mais assinalada serão as impressões causadas por nós em nossos ouvintes.
12. A intemperança no comer, mesmo da comida
saudável, exercerá debilitante influência sobre o organismo, embotando as mais
vivas e santas emoções. É essencial a estrita temperança em comer e beber,
tanto para a conservação da saúde, como para o vigoroso funcionamento de todo o
organismo.
13. Hábitos de estrita temperança aliados com o
exercício muscular e mental, manterão vigor à mente e ao corpo, e comunicarão
poder de resistência a todos cujos hábitos são sedentários.
14. A intemperança
começa à nossa mesa, no uso de alimentos insalubres. Depois de algum tempo,
devido à continuada condescendência com o apetite, os órgãos digestivos se
enfraquecem, e o alimento ingerido não satisfaz. Estabelece-se um estado
mórbido, experimentando-se intenso desejo de usar comida mais estimulante.
15. O chá, o café e
os alimentos cárneos, produzem efeito imediato. Sob a influência desses
venenos, o sistema nervoso fica excitado e, em certos casos, momentaneamente, o
intelecto parece revigorado e a imaginação mais viva. Como esses estimulantes
produzem no momento resultados tão agradáveis, muitos chegam à conclusão de que
realmente deles necessitam, e continuam a usá-los. Há sempre, porém, uma
reação. O sistema nervoso, havendo sido indevidamente excitado, tomou
emprestado para o uso presente, energias reservadas para o futuro. Todo esse
temporário avigoramento do organismo é seguido de depressão. Proporcional a
esse passageiro aumento de forças do organismo, será a depressão dos órgãos
assim estimulados, após haver cessado o efeito do excitante. O apetite educa-se
a desejar muito algo mais forte, que tenda a manter e acrescentar a aprazível
excitação, até que a condescendência se torne um hábito, havendo contínuo e
intenso desejo de mais forte estímulo, como seja o fumo, vinhos e outras bebidas
alcoólicas. Quanto mais se satisfizer o apetite, tanto mais freqüente será sua
exigência, e mais difícil de o controlar. Quanto mais enfraquecido se tornar o
organismo, e menos capaz se tornar de passar sem tais estimulantes, tanto mais
aumenta a paixão por eles, até que a vontade é levada de vencida, e parece
impossível a resistência ao forte e falso desejo desses estimulantes. O único
caminho seguro é não tocar, não provar, não manusear.
16. Temos a
necessidade chamar em nosso auxilio a força de vontade fortalecida pela graça
de Deus, a fim de resistirmos às tentações de Satanás, e vencermos a mínima condescendência
com o apetite pervertido.
17. Os que têm
condescendido com o apetite quanto aos alimentos estimulantes, transmitem aos
filhos os depravados apetites, tornando-se a esses filhos necessário maior
força moral para resistir a toda sorte de intemperança. O único procedimento
perfeitamente seguro é ficar firme ao lado da temperança, e não se arriscar na
perigosa vereda.
18. O grande objetivo
por que Cristo suportou aquele longo jejum no deserto, foi ensinar-nos a
necessidade da abnegação e da temperança. Essa obra deve começar à nossa mesa,
cumprindo que seja estritamente efetuada em todos os aspectos da vida.
19. O Redentor do
mundo veio do Céu para ajudar-nos em nossa fraqueza para que, no poder que
Jesus nos veio trazer, nos tornemos fortes para vencer o apetite, fazendo-nos
vitoriosos em todos os pontos.
20. Se pudéssemos
compreender que os hábitos que formamos nestavida afetarão nossos interesses
eternos, que nosso destino perpétuo depende dos hábitos de estrita temperança,
esforçar-nos-íamos no sentido de formá-los no comer e no beber.
21. Por nosso exemplo
e esforço pessoal, podemos servir de instrumentos para salvar muitas almas da
degradação da intemperança, do crime e da morte. Podemos fazer muito na grande
obra da salvação de outros com o apresentar mesas providas apenas de alimentos
saudáveis e nutritivos.
22. Muitos podem
empregar o precioso tempo de que dispõem em educar o gosto e o apetite de seus
filhos, formando neles hábitos de temperança em todas as coisas, incentivando
ao mesmo tempo a abnegação e a beneficência em proveito dos outros.
23. Cristo nos deu o
exemplo no deserto da tentação, refreando o apetite e vencendo-lhe o poder.
Deus
lhe abençoe!
FONTE:
Conselhos Sobre
Saúde
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