sábado, 4 de novembro de 2017

O poder do apetite

SAÚDE PLENA NA MEDICINA DE DEUS
O poder do apetite


1.  Uma das mais vigorosas tentações que o homem tem de enfrentar, é quanto ao apetite.

2.  Existe entre a mente e o corpo misteriosa e admirável relação. Um reage sobre o outro.

3. Conservar o físico em condição saudável a fim de desenvolver-lhe a resistência, para que cada parte do maquinismo vivo funcione harmonicamente, eis o que deve constituir o primeiro estudo em nossa vida. Negligenciar o corpo, é negligenciar a mente.

4.  Não podemos glorificar a Deus com corpo enfermo e mente atrofiada.

5.  Condescender com o paladar a custa da saúde, é ímpio abuso dos sentidos. Os que cometem qualquer espécie de intemperança, seja no comer ou beber, desperdiçam as energias físicas e enfraquecem a força moral. Esses experimentarão a recompensa que acompanha a transgressão da lei física.

6.  Nosso Criador nos adverte que a condescendência com o apetite traz debilidade física, adormecendo órgãos perceptivos de maneira que não discernimos as coisas sagradas e eternas.  (Conselhos Sobre Saúde)

7.  Cristo sabe que o mundo está entregue à glutonaria, e que isto perverte as faculdades morais. A condescendência com o apetite é tão forte sobre a raça humana que, para derribar-lhe o poder foi exigido do divino Filho de Deus que jejuasse por cerca de seis semanas, em favor do homem. E que obra se acha diante de nós a fim de podermos vencer da maneira por que Cristo venceu. Cristo sabia que, para com êxito levar avante o plano da salvação, precisava começar a obra redentora do homem exatamente onde começara a ruína. Adão caiu pela condescendência com o apetite. Cristo começou Sua obra de redenção reformando os hábitos físicos do próprio homem.

8.  O declínio da virtude e a degeneração da raça são principalmente atribuíveis à satisfação do apetite pervertido.

9.  Pesa sobre todos nós, se estamos vivendo a verdade de Deus, a solene responsabilidade de vencermos o apetite.

10.  Muito maior será a nossa utilidade, caso controlarmos nossos apetites, e mais vigorosas serão nossas faculdades mentais e energias morais, se aliarmos o trabalho físico ao exercício mental.

11.  Se tivermos hábitos estritamente temperantes, e com a combinação do trabalho muscular e da mente, poderemos realizar soma incomparavelmente maior de labor, conservando a nossa clareza mental. Seguindo essa direção, nossos pensamentos e palavras fluirão mais livremente, e haverá mais energia em nossos exercícios religiosos, e mais assinalada serão as impressões causadas por nós em nossos ouvintes.

12.   A intemperança no comer, mesmo da comida saudável, exercerá debilitante influência sobre o organismo, embotando as mais vivas e santas emoções. É essencial a estrita temperança em comer e beber, tanto para a conservação da saúde, como para o vigoroso funcionamento de todo o organismo.

13.   Hábitos de estrita temperança aliados com o exercício muscular e mental, manterão vigor à mente e ao corpo, e comunicarão poder de resistência a todos cujos hábitos são sedentários.

14.  A intemperança começa à nossa mesa, no uso de alimentos insalubres. Depois de algum tempo, devido à continuada condescendência com o apetite, os órgãos digestivos se enfraquecem, e o alimento ingerido não satisfaz. Estabelece-se um estado mórbido, experimentando-se intenso desejo de usar comida mais estimulante.

15.  O chá, o café e os alimentos cárneos, produzem efeito imediato. Sob a influência desses venenos, o sistema nervoso fica excitado e, em certos casos, momentaneamente, o intelecto parece revigorado e a imaginação mais viva. Como esses estimulantes produzem no momento resultados tão agradáveis, muitos chegam à conclusão de que realmente deles necessitam, e continuam a usá-los. Há sempre, porém, uma reação. O sistema nervoso, havendo sido indevidamente excitado, tomou emprestado para o uso presente, energias reservadas para o futuro. Todo esse temporário avigoramento do organismo é seguido de depressão. Proporcional a esse passageiro aumento de forças do organismo, será a depressão dos órgãos assim estimulados, após haver cessado o efeito do excitante. O apetite educa-se a desejar muito algo mais forte, que tenda a manter e acrescentar a aprazível excitação, até que a condescendência se torne um hábito, havendo contínuo e intenso desejo de mais forte estímulo, como seja o fumo, vinhos e outras bebidas alcoólicas. Quanto mais se satisfizer o apetite, tanto mais freqüente será sua exigência, e mais difícil de o controlar. Quanto mais enfraquecido se tornar o organismo, e menos capaz se tornar de passar sem tais estimulantes, tanto mais aumenta a paixão por eles, até que a vontade é levada de vencida, e parece impossível a resistência ao forte e falso desejo desses estimulantes. O único caminho seguro é não tocar, não provar, não manusear.

16.  Temos a necessidade chamar em nosso auxilio a força de vontade fortalecida pela graça de Deus, a fim de resistirmos às tentações de Satanás, e vencermos a mínima condescendência com o apetite pervertido.

17.  Os que têm condescendido com o apetite quanto aos alimentos estimulantes, transmitem aos filhos os depravados apetites, tornando-se a esses filhos necessário maior força moral para resistir a toda sorte de intemperança. O único procedimento perfeitamente seguro é ficar firme ao lado da temperança, e não se arriscar na perigosa vereda.

18.  O grande objetivo por que Cristo suportou aquele longo jejum no deserto, foi ensinar-nos a necessidade da abnegação e da temperança. Essa obra deve começar à nossa mesa, cumprindo que seja estritamente efetuada em todos os aspectos da vida. 

19.  O Redentor do mundo veio do Céu para ajudar-nos em nossa fraqueza para que, no poder que Jesus nos veio trazer, nos tornemos fortes para vencer o apetite, fazendo-nos vitoriosos em todos os pontos.

20.  Se pudéssemos compreender que os hábitos que formamos nestavida afetarão nossos interesses eternos, que nosso destino perpétuo depende dos hábitos de estrita temperança, esforçar-nos-íamos no sentido de formá-los no comer e no beber.

21.  Por nosso exemplo e esforço pessoal, podemos servir de instrumentos para salvar muitas almas da degradação da intemperança, do crime e da morte. Podemos fazer muito na grande obra da salvação de outros com o apresentar mesas providas apenas de alimentos saudáveis e nutritivos.

22.  Muitos podem empregar o precioso tempo de que dispõem em educar o gosto e o apetite de seus filhos, formando neles hábitos de temperança em todas as coisas, incentivando ao mesmo tempo a abnegação e a beneficência em proveito dos outros.

23.  Cristo nos deu o exemplo no deserto da tentação, refreando o apetite e vencendo-lhe o poder.

Deus lhe abençoe!



FONTE:
Conselhos Sobre Saúde




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