SAÚDE PLENA NA
MEDICINA DE DEUS
A importância do exemplo
correto
1. É de suma
importância que demos exemplo correto. Se sustentarmos e praticarmos princípios
falhos, frouxos, nosso exemplo é citado por aqueles que gostam mais de falar do
que de fazer, como plena justificativa de nossa maneira de agir. Cada erro cometido
magoa o coração de Jesus e prejudica a influência da verdade, que é o poder de
Deus para a salvação das almas. Toda a sinagoga de Satanás busca descobrir
faltas na vida dos que estão procurando representar a Cristo, e tira o máximo
proveito de cada falha.
2. Deus pede-nos que
tenhamos cuidado para que por nosso exemplo não ponhamos outras almas em
perigo. É coisa terrível perdermos a nossa própria alma; ainda mais terrível,
porém, é seguirmos uma conduta que motive a perda de outras almas. É um
terrível pensamento que nossa influência se torne um cheiro de morte para morte
e, não obstante, isto é possível. Com que zelo santo, pois, devemos manter em
guarda nossos pensamentos, nossas palavras, nossos hábitos, nossas disposições
e nosso caráter. Deus requer santidade mais profunda e pessoal de nossa parte.
Somente revelando Seu caráter podemos cooperar com Ele na obra de salvar almas.
3. Todo cuidado será
pouco para que nossos atos não nos contradigam as palavras, pois só uma vida
coerente pode exigir respeito. Se nossos
atos se harmonizarem* com o nosso ensino, nossas palavras produzirão efeito;
uma piedade não baseada em princípios conscienciosos, porém, é como sal
insípido. Falar, e não praticar, é como o metal que soa e o címbalo que tine.
Não nos traz nenhum proveito esforçar-nos para inculcar princípios que não pomos
em prática conscienciosamente.
4. Vigiemos em
oração. Somente dessa maneira podemos dedicar todo o nosso ser à obra do
Senhor. O eu deve ser posto em segundo plano. Os que tornam o eu saliente
adquirem um costume que logo se torna uma segunda natureza; e logo deixarão de
perceber que, em lugar de enaltecerem a Jesus, se exaltam a si mesmos; que em vez
de serem condutos por meio dos quais a água da vida possa fluir para refrigerar
a outros, absorvem as simpatias e afeições dos que o cercam. Isso não é
lealdade a nosso Senhor crucificado.
5. Somos
embaixadores de Cristo e devemos viver, não para salvar a nossa reputação, mas
tirar da perdição as almas que estão a perecer. Nosso esforço diário deve ser
mostrar-lhes que podem obter a verdade e a justiça. Em lugar de procurarmos
despertar simpatia para nós mesmos dando aos outros a impressão de que não
somos apreciados, devemos omitir completamente o eu; e se deixarmos de fazer
isto, por falta de discernimento espiritual e vital piedade, Deus
requererá
de nossas mãos as almas daqueles por quem devíamos ter trabalhado. Tomou Ele
providência para que todo obreiro a Seu serviço possa ter graça e sabedoria, e
tornar-se epístola viva, conhecida e lida por todos os homens.
6. Pela vigilância e
oração podemos realizar exatamente o que o Senhor deseja que desempenhemos. Por
meio do fiel, diligente desempenho do nosso dever, pela vigilância em favor das
almas como aqueles que devem dar conta, podemos retirar do caminho dos outros
toda pedra de tropeço. Por meio de ferventes admoestações e súplicas, com
nossas próprias almas repassadas de terna simpatia por aqueles que estão quase
a perecer, podemos conquistar almas para Cristo.
7. Todo cuidado será
pouco para que nossos atos não nos contradigam as palavras, pois só uma vida
coerente pode exigir respeito.
8. É coisa muito
séria entristecer o Espírito de Deus. É uma ofensa a Deus quando procuramos
dirigir a nos mesmos, e se recusamos a entrar no serviço do Senhor porque a
cruz é muito pesada ou muito grande o desprendimento. O Espírito de Deus
procura habitar em cada alma.
9. os pensamentos
santos, as celestiais afeições e os atos semelhantes ao de Cristo tomarão o
lugar dos pensamentos impuros, dos sentimentos perversos e dos atos obstinados.
10. Precisamos, porém,
guardar bem nosso coração, pois muitas vezes nos esquecemos das instruções
celestiais que recebemos e procuramos agir de acordo com as inclinações
naturais de nossa mente não santificada.
11. O Senhor entregou
ao Seu povo uma mensagem sobre reforma de saúde. Esta luz tem estado a brilhar;
e o Senhor não pode sustentar os Seus servos numa conduta que a contrarie. Ele
Se desgosta quando os Seus servos agem em oposição à mensagem sobre este ponto,
mensagem que Ele deseja dêem a outros.
12. Deus não pode
mostrar-Se satisfeito quando nós, que servimos a Cristo, ensinamos que os
princípios da reforma de saúde estão intimamente ligados à mensagem do terceiro
anjo como o braço está ligado ao corpo, enquanto nós pela prática, ensinamos princípios
inteiramente oposto. Isto é referido como pecado à vista de Deus.
13. A luz que Deus
tem dado sobre reforma de saúde não pode ser amesquinhada sem dano para os que
o fazem; e homem nenhum pode esperar ser bem-sucedido na obra de Deus enquanto,
por preceito e exemplo, age em oposição à luz que Deus enviou. A voz do dever é
a voz de Deus—um guia interior enviado do Céu — e não devemos brincar com o
Senhor sobre este assunto. Aquele que faz pouco caso da luz dada por Deus com
respeito à preservação da saúde, insurge-se contra o seu próprio bem e se
recusa obedecer Àquele que está operando em favor do seu melhor bem-estar.
14. É dever de todo
cristão seguir aquela norma de conduta indicada pelo Senhor como certa para
Seus servos. Devemos lembrar-nos sempre de que Deus e a eternidade se acham
diante de nós, e não devemos menosprezar nossa saúde espiritual e física, ainda
que tentado a assim fazer pela esposa, filhos ou parentes. “Se o Senhor é Deus,
segui-O; e se Baal, segui-O.” 1 Reis 18:21.
Deus
lhe abençoe!
FONTE:
Conselhos Sobre Saúde
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