sábado, 23 de dezembro de 2017

Reabilitar os intemperantes

SAÚDE PLENA NA MEDICINA DE DEUS
Reabilitar os intemperantes

1.  Toda verdadeira reforma tem seu lugar na obra do evangelho, e tende ao erguimento da alma a uma vida nova e mais nobre.

2.  A obra da temperança, especialmente, requer o apoio dos obreiros cristãos. Devemos chamar a atenção para esta obra, tornando-a objeto de vivo interesse. Por toda parte devemos apresentar ao povo os princípios da verdadeira temperança. Fervorosos esforços devemos fazer em favor dos que se acham escravizados aos maus hábitos.

3.  Deus nos instrui que façamos uma obra por aqueles que caíram devido à intemperança.

4.  Muitos professos cristãos estão seguindo a vereda da ruína. Por hábitos de intemperança, trazem sobre si mesmos a enfermidade.

5.  Muitos pela ganância de obter dinheiro para pecaminosas transigências, caem em práticas desonestas. Arruínam a saúde e o caráter.

6.  Todos nós necessitamos de alimento e bebida saudáveis, não estimulantes, roupas limpas, oportunidades de manter o asseio físico.

7.  Todos nós necessitamos ser rodeados de uma atmosfera de salutar e enobrecedora influência cristã.

8.  Ao lidar com as vítimas da intemperança, cumpre-nos lembrar que não estamos tratando com pessoas de são juízo, mas com aqueles que, de momento, se acham sob o poder de um demônio. Sede pacientes e brandos.

9.  Devemos apegar-nos firmemente àqueles a quem busquemos ajudar, do contrário jamais obteremos a vitória. Serão continuamente tentados para o mal. Serão repetidamente quase vencidos pelo intenso desejo do alimento impróprio; aqui e ali poderão cair; não cessemos, entretanto, por isso, os nossos esforços.

10.  Interior e exteriormente, estão o bem e o mal em luta pela preponderância.

11.  Devemos fazer esforços para vivermos para Cristo.

12.  Temos que lutar contra fortes tendências hereditárias para o mal. Fortes desejos não naturais, impulsos sensuais, eis a herança que por nascimento recebemos.

13.  Há uma batalha, um feroz conflito que estamos travando entre os hábitos de condescendência consigo mesmo e a decisão de ser temperantes em todas as coisas.

14.   Deus pede-nos que não desanimamos da reforma por causa dos que não persistem.

15.  Muitos dos que são atraídos a Cristo não possuirão força moral para continuar a luta contra o apetite e a paixão.

16.  Lembrai-vos de que não trabalhais sozinhos. Anjos ministradores se unem em serviço a todo o sincero filho e filha de Deus. E Cristo é o restaurador. O grande Médico mesmo Se acha ao lado dos fiéis obreiros

17.  Muitos serão os párias que se apoderarão da esperança que lhes é apresentada no evangelho e entrarão no reino do Céu, ao passo que outros que foram beneficiados com grandes oportunidades e grande luz, que não aproveitaram, serão deixados nas trevas exteriores.

18.  Cristo pede-nos que não desanimamos facilmente com os que não correspondem imediatamente aos nossos esforços. Nunca devemos deixar de trabalhar por uma alma enquanto houver um raio de esperança. As almas preciosas custaram a nosso Redentor demasiado caro para serem levianamente abandonadas ao poder do tentador.

19.  Cristo é o restaurador de toda enfermidade. Ele é o Grande Médico.

20.  Cristo pede-nos que coloquemos a nós mesmos no lugar dos tentados. Devemos considerar o poder da hereditariedade, a influência das más companhias e do ambiente, a força dos maus hábitos. Estas influências degradam a muitos. São tardios em corresponder aos nossos esforços pelo seu erguimento.

21.  Sem uma mão ajudadora, muitos há que nunca se haveriam de restabelecer, mas mediante esforço paciente e perseverante, podem ser levantados. Essas pessoas requerem ternas palavras, bondosa consideração, auxílio real. Necessitam aquela espécie de conselho que não extinguirá o débil raio de ânimo na alma Considerem isto os obreiros que se põem em contato com elas.

22.  Cristo é capaz de levantar os maiores pecadores, colocando-os no estado em que serão reconhecidos como filhos de Deus, herdeiros com Cristo da herança imortal.

23.  Aqueles que se dominam a si mesmos estão aptos a trabalhar pelos fracos e errantes. Lidarão terna e pacientemente com eles. Por seu próprio exemplo, mostrarão o que é direito, e depois buscarão pôr os errantes onde se encontrem sob influências boas.

24.  Implantemos na mente pensamentos que elevem e enobreçam.

25.  Pelo milagre da divina graça, podemos tornar-nos aptos para uma vida de utilidade.

26. Cristo nos instrui que devemos ajudar aqueles que prejudicam a própria saúde e se colocam em situação de não possuírem força moral para dominar o apetite e as paixões.

27.  As pessoas são atraídas pela simpatia e o amor; e muitos podem ser assim conquistados para as fileiras de Cristo, e reformar-se; não podem, porém, ser forçados ou tangidos. Paciência cristã, sinceridade, consideração e cortesia para com todos os que não vêem a verdade como nós, exercerão poderosa influência para o bem. Importa aprendermos a não ir demasiado depressa, e exigirmos demais dos recém-convertidos à verdade.

28.  De todos os povos da terra, devem ser os reformadores os mais abnegados, os mais bondosos, os mais corteses. Como reformadores devemos ver em nossos atos a verdadeira bondade dos atos desinteressados. Se manifestarmos falta de cortesia, impaciência ante a ignorância dos outros ou por acharmos extraviados, se falarmos bruscamente ou procedermos sem reflexão, podemos cerrar a porta de corações por tal maneira que nunca mais nos seja dado conquistá-los.

29.  Como o orvalho e a chuva branda caem nas ressequidas plantas, assim deixai cair suavemente as palavras quando procurais desviar as pessoas de seus erros. O plano de Deus é conquistar primeiro o coração. Devemos falar a verdade com amor, confiando nEle quanto ao poder para a reforma da vida. O Espírito Santo de Deus aplicará ao coração a palavra proferida com amor.

30.  Somos naturalmente egocêntricos e opiniosos. Mas, ao aprendermos as lições que Cristo nos deseja ensinar, tornamo-nos participantes de Sua natureza; daí em diante, vivemos a Sua vida. O maravilhoso exemplo de Cristo, a incomparável ternura com que compreendia os sentimentos dos outros, chorando com os que choravam e Se regozijando com os que se regozijavam, deve exercer profunda influência sobre o caráter de todos quantos O seguem em sinceridade. Mediante palavras e atos bondosos, procuremos facilitar o trilho aos pés cansados.

31.  Somos chamados a trabalhar com energia sobre-humana, trabalhar com o poder que está em Jesus Cristo. Aquele que desceu a tomar a natureza humana é Aquele que nos mostrará como dirigir a batalha. Cristo deixou Sua obra em nossas mãos, e devemos lutar com Deus, suplicando dia e noite pelo poder invisível. É apegando-nos a Deus mediante Jesus Cristo que se obtém a vitória.

32.  As tentações a que todos os dias estamos expostos fazem da oração uma necessidade.

33.  Num só momento, podem ser tomadas decisões que determinem o destino eterno.

34.  Uma fraqueza por vencer deixa a alma desamparada. Um mau hábito, a que se não resistiu com firmeza, fortalecer-se-á em cadeias de aço, prendendo completamente cada um.

35.  As tentações a que todos os dias estamos expostos fazem da oração uma necessidade. Os perigos nos assaltam em todo caminho. Os que procuram arrebatar os outros do vício e da ruína, estão particularmente expostos à tentação. Em constante contato com o mal, necessitam apegar-se fortemente a Deus, para não serem eles mesmos corrompidos. Breves e decisivos são os passos que conduzem os homens de um plano elevado e santo a um nível inferior. Num só momento, podem ser tomadas decisões que determinem o destino eterno. Uma fraqueza por vencer deixa a alma desamparada. Um mau hábito, a que se não resistiu com firmeza, fortalecer-se-á em cadeias de aço, prendendo completamente o homem.

36.  Quando permitimos que nossa comunhão com Deus seja quebrada, ficamos sem defesa. Todos os bons objetivos e boas intenções que tenhais, não vos tornarão aptos a resistir ao mal. Deveis ser homens e mulheres de oração.

37.  Fixando os olhares sobre Aquele que é o nosso Sol e o nosso escudo, o mal que nos rodeia não manchará nossas vestes. Enquanto trabalhamos para salvar as almas que estão prestes a perecer, não seremos envergonhados se pusermos confiança em Deus. Cristo no coração, Cristo na vida, eis a nossa segurança.

Deus lhe abençoe!



FONTE:
EGW - Temperança






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