segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Lidando com o medo

SAÚDE PLENA NA MEDICINA DE DEUS
Lidando com o medo



1.  Milhões de pessoas acham-se na escravidão de um temor servil, de estulta indiferença, trabalhando como animais de carga, destituídos de esperança, alegria ou inspiração, e tendo apenas um tolo temor do além. É unicamente o evangelho da graça de Deus que pode dar sentido à vida.

2.  Temos a necessidade de juntar para nós um tesouro no Céu, fazendo o bem com os recursos que Deus nos emprestou.

3.  Muitas pessoas desconfiam de Deus e têm mil temores acerca do futuro.

4. Muitas pessoas têm um mau coração de incredulidade. Deus tem provido com abundância, à medida das necessidades, mas, muitos tomam emprestadas dificuldades para o futuro. Queixam-se e murmuram. Necessidades imaginárias cerram os olhos e o coração, para não verem a bondade e as misericórdias de Deus, são ingratos para com todas as Suas bênçãos.

5.  Muitos do professo povo de Deus nesta época de incredulidade e degeneração, receiam vir a passar necessidades, ou que seus filhos se tornem necessitados. Não confiam em Deus. Não têm genuína fé nAquele que lhes confiou as bênçãos e generosidade da vida, e lhes deu talentos para usar para Sua glória, na promoção de Sua causa.

6.  Deus nunca força a vontade ou a consciência.

7.  Satanás governa pelo medo. Por meio do medo ou da força, procura reger a consciência. Ele opera tanto pelas autoridades eclesiásticas como pelas seculares, levando-as à imposição de leis humanos em desafios à lei de Deus.

8.  Se tomarmos conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos solver tudo que não podemos compreender claramente, antes de ter fé, as dificuldades tão-somente aumentarão e se complicarão.

9.  Se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais quais somos, e com humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Aquele cujo conhecimento é infinito, e o qual tudo vê na criação, governando todas as coisas por Sua vontade e Palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração.

10.  Pela oração sincera somos postos em ligação com a mente do Infinito. Não temos, no mesmo momento, evidência notável de que a face do nosso Redentor se inclina sobre nós em compaixão e amor; mas é realmente assim. Podemos não sentir Seu contato visível, mas Sua mão está sobre nós em amor e compassiva ternura.

11.  O que traz doença do corpo e da mente a quase todos são os sentimentos de descontentamento e as murmurações de quem está insatisfeito.

12.  Aqueles que não têm a Deus, não têm aquela esperança que é “como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu”. Hebreus 6:19. Todos os que possuem essa esperança hão de purificar a si mesmos, assim como Ele é puro. Esses se acham livres de desassossegados anseios, murmurações e descontentamento; não estão continuamente esperando o mal e aninhando emprestadas aflições.

13.  A vida religiosa não é de melancolia e tristeza, mas de paz e regozijo unidos à dignidade cristã e santa solenidade.

14.  O Senhor frequentemente nos coloca em posições difíceis para estimular-nos a maior aplicação. Em Sua providência, às vezes ocorrem contrariedades especiais para testar nossa paciência e fé. Deus nos dá lições de confiança. Ele deseja ensinar-nos onde buscar auxílio e forças em tempo de necessidade. Assim obtemos conhecimento prático de Sua divina vontade, de que muito carecemos em nossa experiência de vida. A fé se fortalece através do sério conflito com a dúvida e o medo.

15.  Cristo não quer que entretemos dúvidas e temores, nem perspectivas desanimadoras; isso não traz alivio e deve ser repelido, e jamais alimentado.

16.  O medo revela incredulidade.

17.  Como Jesus descansou pela fé no cuidado do Pai, assim devemos repousar no de nosso Salvador. Se confiarmos nEle, permaneceremos calmos.

18.  O temor no momento do perigo revela sua incredulidade. No esforço para se salvarem, muitos esquecem de Jesus; e é apenas quando, deixarem de confiar em si mesmos, e voltando para Cristo, o único que pode socorrer.

19.  Quando as tempestades das tentações se levantam, fuzilam os terríveis relâmpagos e as ondas se avolumam por sobre nossa cabeça, sozinhos combatemos contra a tormenta, esquecendo-nos de que existe Alguém que nos pode socorrer. Confiamos em nossa própria força até que nos foge a esperança, e vemo-nos quase a perecer. Lembramo-nos então de Jesus, O invocamos para nos salvar e não ficamos decepcionados. Embora reprove, magoado, a incredulidade e a confiança em nós, nunca deixa de nos conceder o auxílio de que necessitamos. Seja em terra ou no mar, se temos no coração o Salvador, nada há a temer. A fé viva no Redentor acalma o mar da vida, e Ele nos protege do perigo da forma que sabe ser a melhor.

20.  Os que tratam dos doentes devem compreender a importância da cuidadosa atenção às leis da saúde. Em parte alguma tem mais importância a obediência a essas leis do que no quarto do enfermo.

21.  Em nenhum caso a fidelidade às pequenas coisas, da parte dos assistentes, tem maiores consequências. Em situação de doença grave, a menor negligência, a mais ligeira falta de atenção às necessidades especiais ou perigos particulares do enfermo, toda a manifestação de medo, agitação ou impaciência, até uma falta de simpatia, pode fazer pender o fiel da balança que oscila entre a vida e a morte, e causar a descida à sepultura de um doente que doutra forma poderia ter-se curado.

22.  Muitos há, porém, que possuem pouca fé. Estão continuamente temendo, e tomando emprestadas aflições. Estão dia a dia cercados de provas do amor de Deus, fruem cada dia as bondades de Sua providência; mas eles passam por alto essas bênçãos. E as dificuldades que encontram, em lugar de os conduzir para Deus, dEle os separam, porque despertam desassossegos e queixas. ... Jesus é seu Amigo. Todo o Céu se acha empenhado em seu bem-estar, e seu temor e queixas ofendem o Espírito de Deus. Não é porque vejamos ou sintamos que Deus nos ouve que devemos crer. Devemos confiar em Suas promessas. Quando chegamos a Ele com fé, devemos crer que toda petição penetra no coração de Cristo. Quando temos pedido Sua bênção, devemos crer que a receberemos, e agradecer-Lhe porque a temos. Entreguemo-nos então aos nossos deveres, certos de que a bênção virá quando dela mais necessitarmos. Quando houvermos aprendido a fazer assim, saberemos que nossas orações são atendidas. Deus fará por nós “muito mais abundantemente” (Efésios 3:20), “segundo as riquezas da Sua glória” (Efésios 3:16), e “a operação da força do Seu poder”. Efésios 1:19.

23.  Jesus nos convida a ir ter com Ele, para tirar de nossos cansados ombros a carga, colocar sobre nós o Seu jugo, que é suave; e o Seu fardo, que é leve. O trilho pelo qual Ele nos convida a andar nunca nos teria custado um tormento se sempre tivéssemos nele andado. É quando nos extraviamos do caminho do dever que este se torna difícil e espinhoso. Os sacrifícios que temos de fazer ao seguir a Cristo são apenas outros tantos passos para retornar ao caminho da luz, da paz e felicidade.

24.  As dúvidas crescem ao contemporizarmos com elas, e quanto mais contemporizarmos, tanto mais difícil é vencê-las.

25.  Exponhamos continuamente ao Senhor nossas necessidades, alegrias, pesares, cuidados e temores. Não vamos conseguir sobrecarrega-Lo nem fatiga-Lo. ... Seu coração amorável se comove com as nossas tristezas, ate mesmo com a menção delas. Levemos a Ele tudo que nos causa incomodo. Coisa alguma e muito difícil para Ele, pois sustem os mundos e rege o Universo. Nada que de algum modo se relaciona com a nossa paz e tao insignificante que o nao observe. Não ha em nossa vida capitulo demasiado obscuro para que o possa ler; perplexidade alguma por demais intrincada para que a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma lhe atormentar o espírito, nenhuma alegria possui-lo, nenhuma prece sincera escapar-lhe dos lábios, sem que seja observada por nosso Pai celestial, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse.

26.  Devemos confiar nas promessas de Deus. Quando chegamos a Ele com fé, devemos crer que toda petição penetra no coração de Cristo.

27.  Cristo pede-nos que olhemos fora de nós mesmos.

28.  Cristo pede-nos que larguemos todo apoio terrestre e tomamos a Sua mão.

29.  Cristo pede-nos que trabalhemos com cautela e observemos períodos de descanso. Assim procedendo, reteremos nosso vigor físico e mental, e tornaremos nosso trabalho muito mais produtivo.

30. Depressão — Tristeza extrema e abatimento fora de proporção quanto a qualquer causa alegada. A depressão pode ser o estágio final de um longo processo ansioso, gerado pelo sentimento de culpa, pelo medo e por uma estranha sensação de vazio interior.

Deus lhe abençoe !



FONTE:
Como lidar com as emoções




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