SAÚDE PLENA NA
MEDICINA DE DEUS
Lidando com o medo
1. Milhões de pessoas
acham-se na escravidão de um temor servil, de estulta indiferença, trabalhando como
animais de carga, destituídos de esperança, alegria ou inspiração, e tendo
apenas um tolo temor do além. É unicamente o evangelho da graça de Deus que
pode dar sentido à vida.
2. Temos a
necessidade de juntar para nós um tesouro no Céu, fazendo o bem com os recursos
que Deus nos emprestou.
3. Muitas pessoas
desconfiam de Deus e têm mil temores acerca do futuro.
4. Muitas pessoas têm um mau coração de incredulidade. Deus
tem provido com abundância, à medida das necessidades, mas, muitos tomam emprestadas
dificuldades para o futuro. Queixam-se e murmuram. Necessidades imaginárias
cerram os olhos e o coração, para não verem a bondade e as misericórdias de
Deus, são ingratos para com todas as Suas bênçãos.
5. Muitos do
professo povo de Deus nesta época de incredulidade e degeneração, receiam vir a
passar necessidades, ou que seus filhos se tornem necessitados. Não confiam em
Deus. Não têm genuína fé nAquele que lhes confiou as bênçãos e generosidade da
vida, e lhes deu talentos para usar para Sua glória, na promoção de Sua causa.
6. Deus nunca força
a vontade ou a consciência.
7. Satanás governa
pelo medo. Por meio do medo ou da força, procura reger a consciência. Ele opera
tanto pelas autoridades eclesiásticas como pelas seculares, levando-as à
imposição de leis humanos em desafios à lei de Deus.
8. Se tomarmos
conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos solver tudo que não
podemos compreender claramente, antes de ter fé, as dificuldades tão-somente
aumentarão e se complicarão.
9. Se chegarmos a
Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais quais somos, e com
humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Aquele cujo
conhecimento é infinito, e o qual tudo vê na criação, governando todas as
coisas por Sua vontade e Palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor,
e fará a luz brilhar em nosso coração.
10. Pela oração
sincera somos postos em ligação com a mente do Infinito. Não temos, no mesmo
momento, evidência notável de que a face do nosso Redentor se inclina sobre nós
em compaixão e amor; mas é realmente assim. Podemos não sentir Seu contato
visível, mas Sua mão está sobre nós em amor e compassiva ternura.
11. O que traz doença
do corpo e da mente a quase todos são os sentimentos de descontentamento e as
murmurações de quem está insatisfeito.
12. Aqueles que não têm
a Deus, não têm aquela esperança que é “como âncora da alma, segura e firme, e
que penetra até o interior do véu”. Hebreus 6:19.
Todos os que possuem essa esperança hão de purificar a si mesmos, assim como
Ele é puro. Esses se acham livres de desassossegados anseios, murmurações e
descontentamento; não estão continuamente esperando o mal e aninhando
emprestadas aflições.
13. A vida religiosa
não é de melancolia e tristeza, mas de paz e regozijo unidos à dignidade cristã
e santa solenidade.
14. O Senhor
frequentemente nos coloca em posições difíceis para estimular-nos a maior
aplicação. Em Sua providência, às vezes ocorrem contrariedades especiais para
testar nossa paciência e fé. Deus nos dá lições de confiança. Ele deseja
ensinar-nos onde buscar auxílio e forças em tempo de necessidade. Assim obtemos
conhecimento prático de Sua divina vontade, de que muito carecemos em nossa experiência
de vida. A fé se fortalece através do sério conflito com a dúvida e o medo.
15. Cristo não quer
que entretemos dúvidas e temores, nem perspectivas desanimadoras; isso não traz
alivio e deve ser repelido, e jamais alimentado.
16. O medo revela
incredulidade.
17. Como Jesus
descansou pela fé no cuidado do Pai, assim devemos repousar no de nosso
Salvador. Se confiarmos nEle, permaneceremos calmos.
18. O temor no
momento do perigo revela sua incredulidade. No esforço para se salvarem, muitos
esquecem de Jesus; e é apenas quando, deixarem de confiar em si mesmos, e
voltando para Cristo, o único que pode socorrer.
19. Quando as tempestades
das tentações se levantam, fuzilam os terríveis relâmpagos e as ondas se
avolumam por sobre nossa cabeça, sozinhos combatemos contra a tormenta,
esquecendo-nos de que existe Alguém que nos pode socorrer. Confiamos em nossa
própria força até que nos foge a esperança, e vemo-nos quase a perecer. Lembramo-nos
então de Jesus, O invocamos para nos salvar e não ficamos decepcionados. Embora
reprove, magoado, a incredulidade e a confiança em nós, nunca deixa de nos
conceder o auxílio de que necessitamos. Seja em terra ou no mar, se temos no
coração o Salvador, nada há a temer. A fé viva no Redentor acalma o mar da vida,
e Ele nos protege do perigo da forma que sabe ser a melhor.
20. Os que tratam dos
doentes devem compreender a importância da cuidadosa atenção às leis da saúde. Em
parte alguma tem mais importância a obediência a essas leis do que no quarto do
enfermo.
21. Em nenhum caso a
fidelidade às pequenas coisas, da parte dos assistentes, tem maiores
consequências. Em situação de doença grave, a menor negligência, a mais ligeira
falta de atenção às necessidades especiais ou perigos particulares do enfermo,
toda a manifestação de medo, agitação ou impaciência, até uma falta de
simpatia, pode fazer pender o fiel da balança que oscila entre a vida e a
morte, e causar a descida à sepultura de um doente que doutra forma poderia ter-se
curado.
22. Muitos há, porém,
que possuem pouca fé. Estão continuamente temendo, e tomando emprestadas
aflições. Estão dia a dia cercados de provas do amor de Deus, fruem cada dia as
bondades de Sua providência; mas eles passam por alto essas bênçãos. E as
dificuldades que encontram, em lugar de os conduzir para Deus, dEle os separam,
porque despertam desassossegos e queixas. ... Jesus é seu Amigo. Todo o Céu se
acha empenhado em seu bem-estar, e seu temor e queixas ofendem o Espírito de
Deus. Não é porque vejamos ou sintamos que Deus nos ouve que devemos crer.
Devemos confiar em Suas promessas. Quando chegamos a Ele com fé, devemos crer
que toda petição penetra no coração de Cristo. Quando temos pedido Sua bênção, devemos
crer que a receberemos, e agradecer-Lhe porque a temos. Entreguemo-nos então
aos nossos deveres, certos de que a bênção virá quando dela mais necessitarmos.
Quando houvermos aprendido a fazer assim, saberemos que nossas orações são
atendidas. Deus fará por nós “muito mais abundantemente” (Efésios 3:20), “segundo as riquezas da Sua glória”
(Efésios 3:16), e “a operação da força do Seu
poder”. Efésios 1:19.
23. Jesus nos convida a ir ter com Ele, para
tirar de nossos cansados ombros a carga, colocar sobre nós o Seu jugo, que é
suave; e o Seu fardo, que é leve. O trilho pelo qual Ele nos convida a andar
nunca nos teria custado um tormento se sempre tivéssemos nele andado. É quando
nos extraviamos do caminho do dever que este se torna difícil e espinhoso. Os
sacrifícios que temos de fazer ao seguir a Cristo são apenas outros tantos
passos para retornar ao caminho da luz, da paz e felicidade.
24. As dúvidas
crescem ao contemporizarmos com elas, e quanto mais contemporizarmos, tanto
mais difícil é vencê-las.
25. Exponhamos
continuamente ao Senhor nossas necessidades, alegrias, pesares, cuidados e
temores. Não vamos conseguir sobrecarrega-Lo nem fatiga-Lo. ... Seu coração
amorável se comove com as nossas tristezas, ate mesmo com a menção delas.
Levemos a Ele tudo que nos causa incomodo. Coisa alguma e muito difícil para
Ele, pois sustem os mundos e rege o Universo. Nada que de algum modo se
relaciona com a nossa paz e tao insignificante que o nao observe. Não ha em
nossa vida capitulo demasiado obscuro para que o possa ler; perplexidade alguma
por demais intrincada para que a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá
sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma lhe atormentar o espírito,
nenhuma alegria possui-lo, nenhuma prece sincera escapar-lhe dos lábios, sem
que seja observada por nosso Pai celestial, ou sem que Lhe atraia o imediato
interesse.
26. Devemos confiar
nas promessas de Deus. Quando chegamos a Ele com fé, devemos crer que toda
petição penetra no coração de Cristo.
27. Cristo pede-nos
que olhemos fora de nós mesmos.
28. Cristo pede-nos
que larguemos todo apoio terrestre e tomamos a Sua mão.
29. Cristo pede-nos
que trabalhemos com cautela e observemos períodos de descanso. Assim procedendo,
reteremos nosso vigor físico e mental, e tornaremos nosso trabalho muito mais
produtivo.
30. Depressão — Tristeza extrema e abatimento fora de
proporção quanto a qualquer causa alegada. A depressão pode ser o estágio final
de um longo processo ansioso, gerado pelo sentimento de culpa, pelo medo e por
uma estranha sensação de vazio interior.
Deus
lhe abençoe !
FONTE:
Como lidar com as emoções
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