sábado, 30 de dezembro de 2017

Intemperança em nossa mesa

Saúde plena na medicina de Deus
Intemperança em nossa mesa


1.  Muitos, mesmo entre os que professam ser cristãos, estão dia a dia pondo diante de si e da família comida suculenta e grandemente temperada, que tenta o apetite e estimula o comer excessivamente.

2.  Depois de algum tempo, mediante a continuada satisfação do apetite, os órgãos digestivos se enfraquecem, e a comida que é ingerida não satisfaz.

3.  O chá (que contém cafeína), café e a carne produzem efeito estimulante imediato. Sob a influência desses venenos, o sistema nervoso fica excitado.

4.  Deus nos ensina que nossa comida seja saudável, preparada com simplicidade.

5.  Deus pede-nos que vigiemos com cuidado nossa mesa, não permitindo que a ela venha qualquer coisa que tenha a mais leve tendência para lançar a base de hábitos de intemperança. O alimento deve ser preparado da maneira mais simples possível.

6.  Deus nos ensina a levarmos a sério o nosso próprio bem estar. Precisamos insistir com perseverança em nossa maneira contrária aos sentimentos e práticas populares. Se queremos estar preparados para sermos úteis na terra e obtermos a recompensa eterna no reino da glória, precisamos obedecer às leis de Deus, tanto da Natureza como as da Revelação, em vez de seguirmos os costumes do mundo.

7.  Os que crêem a verdade presente devem recusar-se a beber chá ou café, porque despertam o desejo de estimulantes mais fortes. Devem recusar-se a comer carne porque esta também desperta o desejo de bebidas fortes. Os alimentos sãos, preparados com gosto e perícia, devem constituir agora o nosso regime alimentar.

8.  Deus nos orienta que persistentes esforços, oração e fé, quando unidos a um exemplo correto, não ficarão infrutíferos.

9.  Muitas mães não sabem cozinhar alimentos saudáveis para seus filhos.

10.  Deus nos ensina que a carne é estimulante.

11.  Os que confiam no alimento simples e nutritivo, relativamente não estimulante em seus efeitos, podem resistir a maior quantidade de trabalho no decorrer de meses e anos, do que o comedor de carne ou o bebedor de bebidas alcoólicas.

12.  Os que trabalham ao ar livre sentirão menos dano do uso da carne do que os de hábitos sedentários, pois o Sol e o ar são grandes auxiliares da digestão, e fazem muito em neutralizar o efeito dos hábitos errôneos em comer e beber.

13.  Todos os estimulantes apressam demasiado o maquinismo humano, e se bem que, por algum tempo, a atividade e o vigor pareçam aumentar, haverá uma reação proporcional à influência irritante empregada; seguir-se-á uma sensação de enfraquecimento em grau correspondente ao excitamento fora do natural que foi produzido.

14.  Muitos hoje, estão preparando o caminho para a intemperança.

15.  É desejo de Deus nestes últimos dias que os alimentos sãos, preparados com gosto e perícia, devem constituir agora o nosso regime alimentar.

16.  Deus nos ensina que devemos familiarizar-nos com as leis de nosso corpo. Devemos ser importante objeto de estudo – como viver, regular o trabalho, comer e beber com vistas à saúde.

17.  Quanto mais simples e naturalmente vivermos, tanto mais capazes seremos de resistir às epidemias e doenças. Se nossos hábitos forem bons e o organismo não for enfraquecido por ação contrária à natureza, proporcionará todos os estímulos de que necessitamos.

18.  A regra que alguns recomendam, é comer sempre que se experimente sensação de languidez (desanimo), e comer até ficar-se satisfeito. Essa orientação levará à doença e a numerosos males.

19.  Deus nos orienta que o apetite não é guia seguro. O gosto e o apetite estão igualmente pervertidos. A natureza está sendo maltratada, seus esforços entravados pelos hábitos errôneos e a condescendência com as iguarias pecaminosas.

20.  Não é natural ter um desejo ansioso de alimentos cárneos. Não era assim no começo. O apetite para a carne foi feito e educado pelo homem. Nosso Criador nos forneceu nas verduras, nos cereais e nas frutas, todos os elementos de nutrição necessários à saúde e à resistência. As comidas de carne não faziam parte da alimentação de Adão e Eva antes da queda. Se as frutas, verduras e cereais não eram suficientes para satisfazer às necessidades do homem, então o Criador cometeu um erro ao provê-los para Adão.

21.  Nosso Criador nos forneceu nas verduras, nos cereais e nas frutas, todos os elementos de nutrição necessários à saúde e à resistência.

22.  Deus não reteve carne dos hebreus no deserto simplesmente para mostrar Sua autoridade, mas para benefício deles, para que conservassem a resistência física e moral. Sabia que o uso de alimento animal fortalece as paixões animais e enfraquece o intelecto. Ele sabia que a satisfação do apetite dos hebreus para os alimentos cárneos, enfraquecer-lhes-ia as faculdades morais, e induziria a tão irritável disposição, que o grande exército ficaria insubordinado, que perderiam o elevado senso de suas obrigações morais, e se recusariam a ser controlados pelas sábias leis de Jeová. Violência e rebelião viriam a existir entre eles, tornando-lhes impossível ser um povo puro e feliz na terra de Canaã. Deus sabia o que era melhor para os filhos de Israel; privou-os portanto, em grande medida, de alimentos cárneos.  Satanás tentou-os a considerar isto injusto e cruel. Fez com que eles cobiçassem as coisas proibidas, pois viu que mediante a condescendência com os apetites pervertidos, tornar-se-iam de espírito carnal e seriam facilmente levados a fazer a vontade dele; fortalecer-se-iam os órgãos inferiores, ao passo que o intelecto e as faculdades morais se enfraqueceriam.  Satanás não é noviço na ocupação de destruir almas. Ele bem sabe que se lhe for possível induzir homens e mulheres a hábitos errôneos no comer e beber, adquiriu, em alto grau, o controle de sua mente e das paixões inferiores. No princípio, o homem comia dos frutos da terra, mas o pecado introduziu o uso da carne de animais mortos como alimento. Este regime opera diretamente em contrário do espírito de genuíno refinamento e de pureza moral. A substância daquilo que é ingerido para o estômago, passa à circulação, e é convertido em carne e sangue.

24.  Deus deseja reter a carne do Seu povo nestes últimos dias, para próprio benefício, para conservar a resistência física e moral. O Senhor nos ensina que o uso de alimento animal fortalece as paixões animais e enfraquece o intelecto. Condescendendo com alimentos cárneos, é impossível ser uma povo puro e feliz. Deus sabe o que é melhor para Seus filhos, por isso, quer privar em grande medida Seu povo peculiar de alimentos cárneos.

25.  Satanás faz com que muitos cobicem as coisas proibidas por Deus. Pois mediante a condescendência com os apetites pervertidos, as pessoas tornam-se de espírito carnal e são facilmente levados a fazer a vontade dele. Satanás induz homens e mulheres a hábitos errôneos no comer e beber e adquire em alto grau, o controle da mente e das paixões inferiores.

26.  Deus requer que Seu povo seja temperante em tudo.

27.  Cristo, durante aquele longo jejum no deserto, nos deixou exemplo para repelirmos Satanás quando se aproxima sob o disfarce do apetite. Assim, podemos adquirir saúde e felicidade, uma vida pura e bem ordenada, e mente clara e incontaminada diante de Deus.

28.  Deus requer que Seu povo peculiar efetue uma grande reforma em seu regime alimentar. Que sejam temperantes em tudo.

29.  Deus requer que Seu povo peculiar abandonem os alimentos cárneos, porque os mesmos suscitam sede de bebidas alcoólicas, e enchem o organismo de moléstias. Pelo comer carne, são enfraquecidas as faculdades físicas, mentais e morais.

30.  Somos constituídos por aquilo que comemos.

31.  Deus nos ensina que ha intemperança na variedade de pratos. Não é essencial à manutenção da vida grande variedade de comidas; ao contrário, isto prejudica os órgãos digestivos, dando lugar a uma guerra no estômago. É posta no estômago mais comida do que a necessária. O alimento ingerido a mais é uma sobrecarga no estômago, prejudicando toda a estrutura humana. Comer em excesso é intemperança.

32.  Deus nos orienta que o comer em excesso é intemperança. Verifica-se a intemperança tanto na quantidade como na qualidade do alimento ingerido.

33.  A intemperança consiste em comer demasiado de alimentos que, se ingeridos na devida quantidade, nada haveria a objetar. Tudo quanto é ingerido acima da real necessidade do organismo, torna-se elemento perigoso.

34.  O comer em excesso é intemperança. Tudo quanto é ingerido acima da real necessidade do organismo, torna-se elemento perigoso. Fermenta no estômago, e causa dispepsia. Comer demais continuamente, consome as forças vitais, e priva o cérebro de energia para efetuar sua obra.

35.  Uma pessoa que condescende largamente com o comer, que sobrecarrega os órgãos digestivos até que se tornam incapazes de digerir devidamente o alimento ingerido, é também intemperante, e verificará que é impossível discernir claramente as coisas espirituais. Nosso Pai celestial quer que usemos com discrição as coisas boas que Ele nos proporcionou.

36.  Os que não são reformadores de saúde tratam-se de maneira injusta e insensata. Pela complacência com o apetite infligem-se danos terríveis. Pensarão alguns que a questão do regime alimentar não é suficientemente importante para ser incluída na religião. Mas esses cometem grande erro. Declara a Palavra de Deus: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” O tema da temperança, em todos os seus aspectos, tem um lugar importante na elaboração de nossa salvação.

37.  Condescender largamente com o comer sobrecarrega os órgãos digestivos até que se tornam incapazes de digerir devidamente o alimento ingerido.

38.  Se vivermos perseverantemente de acordo com as leis da vida e da saúde, reconheceremos os benditos resultados de uma completa reforma da saúde.

39.  Deus nos esclarece que a reforma de saúde tem importante lugar em nossa salvação. Declara a Palavra de Deus: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”

40.  Deus nos esclarece que o tema da temperança, em todos os seus aspectos, tem um lugar importante na elaboração de nossa salvação.

41.  Deus deixa claro que todos nós estamos sendo provados. É de grande importância que individualmente desempenhemos bem nossa parte e tenhamos nítida compreensão do que devemos comer ou beber, e de como viver de molde a preservar a saúde. Todos estão sendo provados para que se veja se aceitarão os princípios de reforma da saúde ou seguirão uma conduta de condescendência consigo mesmos.

Deus lhes abençoe!



FONTE:
EGW - Temperança





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