Saúde plena na
medicina de Deus
Intemperança em nossa mesa
1. Muitos, mesmo
entre os que professam ser cristãos, estão dia a dia pondo diante de si e da
família comida suculenta e grandemente temperada, que tenta o apetite e
estimula o comer excessivamente.
2. Depois de algum
tempo, mediante a continuada satisfação do apetite, os órgãos digestivos se
enfraquecem, e a comida que é ingerida não satisfaz.
3. O chá (que contém
cafeína), café e a carne produzem efeito estimulante imediato. Sob a influência
desses venenos, o sistema nervoso fica excitado.
4. Deus nos ensina
que nossa comida seja saudável, preparada com simplicidade.
5. Deus pede-nos que
vigiemos com cuidado nossa mesa, não permitindo que a ela venha qualquer coisa
que tenha a mais leve tendência para lançar a base de hábitos de intemperança.
O alimento deve ser preparado da maneira mais simples possível.
6. Deus nos ensina a
levarmos a sério o nosso próprio bem estar. Precisamos insistir com
perseverança em nossa maneira contrária aos sentimentos e práticas populares.
Se queremos estar preparados para sermos úteis na terra e obtermos a recompensa
eterna no reino da glória, precisamos obedecer às leis de Deus, tanto da
Natureza como as da Revelação, em vez de seguirmos os costumes do mundo.
7. Os que crêem a
verdade presente devem recusar-se a beber chá ou café, porque despertam o
desejo de estimulantes mais fortes. Devem recusar-se a comer carne porque esta
também desperta o desejo de bebidas fortes. Os alimentos sãos, preparados com
gosto e perícia, devem constituir agora o nosso regime alimentar.
8. Deus nos orienta
que persistentes esforços, oração e fé, quando unidos a um exemplo correto, não
ficarão infrutíferos.
9. Muitas mães não
sabem cozinhar alimentos saudáveis para seus filhos.
10. Deus nos ensina
que a carne é estimulante.
11. Os que confiam no
alimento simples e nutritivo, relativamente não estimulante em seus efeitos,
podem resistir a maior quantidade de trabalho no decorrer de meses e anos, do
que o comedor de carne ou o bebedor de bebidas alcoólicas.
12. Os que trabalham
ao ar livre sentirão menos dano do uso da carne do que os de hábitos
sedentários, pois o Sol e o ar são grandes auxiliares da digestão, e fazem
muito em neutralizar o efeito dos hábitos errôneos em comer e beber.
13. Todos os
estimulantes apressam demasiado o maquinismo humano, e se bem que, por algum
tempo, a atividade e o vigor pareçam aumentar, haverá uma reação proporcional à
influência irritante empregada; seguir-se-á uma sensação de enfraquecimento em
grau correspondente ao excitamento fora do natural que foi produzido.
14. Muitos hoje,
estão preparando o caminho para a intemperança.
15. É desejo de Deus
nestes últimos dias que os alimentos sãos, preparados com gosto e perícia,
devem constituir agora o nosso regime alimentar.
16. Deus nos ensina
que devemos familiarizar-nos com as leis de nosso corpo. Devemos ser importante
objeto de estudo – como viver, regular o trabalho, comer e beber com vistas à
saúde.
17. Quanto mais
simples e naturalmente vivermos, tanto mais capazes seremos de resistir às
epidemias e doenças. Se nossos hábitos forem bons e o organismo não for
enfraquecido por ação contrária à natureza, proporcionará todos os estímulos de
que necessitamos.
18. A regra que
alguns recomendam, é comer sempre que se experimente sensação de languidez
(desanimo), e comer até ficar-se satisfeito. Essa orientação levará à doença e
a numerosos males.
19. Deus nos orienta
que o apetite não é guia seguro. O gosto e o apetite estão igualmente
pervertidos. A natureza está sendo maltratada, seus esforços entravados pelos
hábitos errôneos e a condescendência com as iguarias pecaminosas.
20. Não é natural ter
um desejo ansioso de alimentos cárneos. Não era assim no começo. O apetite para
a carne foi feito e educado pelo homem. Nosso Criador nos forneceu nas
verduras, nos cereais e nas frutas, todos os elementos de nutrição necessários
à saúde e à resistência. As comidas de carne não faziam parte da alimentação de
Adão e Eva antes da queda. Se as frutas, verduras e cereais não eram
suficientes para satisfazer às necessidades do homem, então o Criador cometeu
um erro ao provê-los para Adão.
21. Nosso Criador nos
forneceu nas verduras, nos cereais e nas frutas, todos os elementos de nutrição
necessários à saúde e à resistência.
22. Deus não reteve
carne dos hebreus no deserto simplesmente para mostrar Sua autoridade, mas para
benefício deles, para que conservassem a resistência física e moral. Sabia que
o uso de alimento animal fortalece as paixões animais e enfraquece o intelecto.
Ele sabia que a satisfação do apetite dos hebreus para os alimentos cárneos, enfraquecer-lhes-ia
as faculdades morais, e induziria a tão irritável disposição, que o grande
exército ficaria insubordinado, que perderiam o elevado senso de suas
obrigações morais, e se recusariam a ser controlados pelas sábias leis de
Jeová. Violência e rebelião viriam a existir entre eles, tornando-lhes
impossível ser um povo puro e feliz na terra de Canaã. Deus sabia o que era
melhor para os filhos de Israel; privou-os portanto, em grande medida, de
alimentos cárneos. Satanás tentou-os a
considerar isto injusto e cruel. Fez com que eles cobiçassem as coisas
proibidas, pois viu que mediante a condescendência com os apetites pervertidos,
tornar-se-iam de espírito carnal e seriam facilmente levados a fazer a vontade
dele; fortalecer-se-iam os órgãos inferiores, ao passo que o intelecto e as faculdades
morais se enfraqueceriam. Satanás não é
noviço na ocupação de destruir almas. Ele bem sabe que se lhe for possível
induzir homens e mulheres a hábitos errôneos no comer e beber, adquiriu, em
alto grau, o controle de sua mente e das paixões inferiores. No princípio, o
homem comia dos frutos da terra, mas o pecado introduziu o uso da carne de
animais mortos como alimento. Este regime opera diretamente em contrário do
espírito de genuíno refinamento e de pureza moral. A substância daquilo que é
ingerido para o estômago, passa à circulação, e é convertido em carne e sangue.
24. Deus deseja reter
a carne do Seu povo nestes últimos dias, para próprio benefício, para conservar
a resistência física e moral. O Senhor nos ensina que o uso de alimento animal
fortalece as paixões animais e enfraquece o intelecto. Condescendendo com
alimentos cárneos, é impossível ser uma povo puro e feliz. Deus sabe o que é
melhor para Seus filhos, por isso, quer privar em grande medida Seu povo
peculiar de alimentos cárneos.
25. Satanás faz com
que muitos cobicem as coisas proibidas por Deus. Pois mediante a
condescendência com os apetites pervertidos, as pessoas tornam-se de espírito
carnal e são facilmente levados a fazer a vontade dele. Satanás induz homens e
mulheres a hábitos errôneos no comer e beber e adquire em alto grau, o controle
da mente e das paixões inferiores.
26. Deus requer que
Seu povo seja temperante em tudo.
27. Cristo, durante
aquele longo jejum no deserto, nos deixou exemplo para repelirmos Satanás
quando se aproxima sob o disfarce do apetite. Assim, podemos adquirir saúde e
felicidade, uma vida pura e bem ordenada, e mente clara e incontaminada diante
de Deus.
28. Deus requer que
Seu povo peculiar efetue uma grande reforma em seu regime alimentar. Que sejam
temperantes em tudo.
29. Deus requer que
Seu povo peculiar abandonem os alimentos cárneos, porque os mesmos suscitam
sede de bebidas alcoólicas, e enchem o organismo de moléstias. Pelo comer
carne, são enfraquecidas as faculdades físicas, mentais e morais.
30. Somos
constituídos por aquilo que comemos.
31. Deus nos ensina
que ha intemperança na variedade de pratos. Não é essencial à manutenção da
vida grande variedade de comidas; ao contrário, isto prejudica os órgãos
digestivos, dando lugar a uma guerra no estômago. É posta no estômago mais
comida do que a necessária. O alimento ingerido a mais é uma sobrecarga no
estômago, prejudicando toda a estrutura humana. Comer em excesso é
intemperança.
32. Deus nos orienta
que o comer em excesso é intemperança. Verifica-se a intemperança tanto na
quantidade como na qualidade do alimento ingerido.
33. A intemperança
consiste em comer demasiado de alimentos que, se ingeridos na devida
quantidade, nada haveria a objetar. Tudo quanto é ingerido acima da real necessidade
do organismo, torna-se elemento perigoso.
34. O comer em
excesso é intemperança. Tudo quanto é ingerido acima da real necessidade do
organismo, torna-se elemento perigoso. Fermenta no estômago, e causa dispepsia.
Comer demais continuamente, consome as forças vitais, e priva o cérebro de
energia para efetuar sua obra.
35. Uma pessoa que
condescende largamente com o comer, que sobrecarrega os órgãos digestivos até
que se tornam incapazes de digerir devidamente o alimento ingerido, é também
intemperante, e verificará que é impossível discernir claramente as coisas
espirituais. Nosso Pai celestial quer que usemos com discrição as coisas boas
que Ele nos proporcionou.
36. Os que não são
reformadores de saúde tratam-se de maneira injusta e insensata. Pela complacência
com o apetite infligem-se danos terríveis. Pensarão alguns que a questão do
regime alimentar não é suficientemente importante para ser incluída na
religião. Mas esses cometem grande erro. Declara a Palavra de Deus: “Quer
comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória
de Deus.” O tema da temperança, em todos os seus aspectos, tem um lugar
importante na elaboração de nossa salvação.
37. Condescender
largamente com o comer sobrecarrega os órgãos digestivos até que se tornam
incapazes de digerir devidamente o alimento ingerido.
38. Se vivermos
perseverantemente de acordo com as leis da vida e da saúde, reconheceremos os
benditos resultados de uma completa reforma da saúde.
39. Deus nos
esclarece que a reforma de saúde tem importante lugar em nossa salvação. Declara
a Palavra de Deus: “Quer comais, quer bebais, ou façais outra
qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”
40. Deus nos
esclarece que o tema da temperança, em todos os seus aspectos, tem um lugar importante
na elaboração de nossa salvação.
41. Deus deixa claro
que todos nós estamos sendo provados. É de grande importância que individualmente
desempenhemos bem nossa parte e tenhamos nítida compreensão do que devemos
comer ou beber, e de como viver de molde a preservar a saúde. Todos estão sendo
provados para que se veja se aceitarão os princípios de reforma da saúde ou
seguirão uma conduta de condescendência consigo mesmos.
Deus
lhes abençoe!
FONTE:
EGW - Temperança
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